|
|
TIMBÓ
|
![]() |
|||||||||||||||||||||
|
TIMBÓ - MASCAGNIA (PUBIFLORA, RIGIDA, CORIACEA, ELEGANS) Mascagnia sp. Planta pertencente a família Malpighiaceae com 4 espécies de importância: Mascagnia publifora, Mascagnia rigida, Mascagnia coriacea, Mascagnia elegans.
Importância: são plantas tóxicas e invasoras de pastagens. Ocorrência: Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Espírito Santo e em algumas regiões do Nordeste. Aspectos botânicos: Mascagnia publifora - existem duas variedades, a lisa e a pilosa. A pilosa é um arbusto-trepadeira (cipó), com ramos terminais novos, cilíndricos, folhas membranáceas, com nervuras secundárias, glabras (sem pêlos) na face superior, branca pubescentes na inferior. As flores são amarelas e os frutos verde-claros, com asas trapezoidais laterais. A lisa se assemelha muito a pilosa, se diferenciando pelas folhas de dorso não tomentosas. As flores apresentam o dorso do limbo piloso. Mascagnia rigida: Trepadeira sem pêlos, com folhas elípticas, opostas, sem pêlos, inflorescência em cachos, axilar e terminal com flores pequenas e amarelas. As espécies Mascagnia publifora e Mascagnia rigida, se diferem botanicamente pelas folhas, pétalas e crista do fruto. Propagação: principalmente através de rizomas. Princípio ativo: existem dúvidas quanto aos princípios, mas provavelmente os efeitos tóxicos se devam a ação de glicosídeos e saponinas. Partes tóxicas: é variável a toxidez das folhas, de acordo com a época do ano, devido ao estádio de desenvolvimento das plantas. No geral, todas as partes da planta são tóxicas (folhas e frutos). Na época de brotação, a concentração do princípio ativo na planta é maior. A Mascagnia publifora apresenta variação na toxidez na seguinte ordem decrescente: frutos, brotos e folhas. Animais sensíveis à intoxicação: - em condições naturais: bovinos. - em condições experimentais: bovinos, cobaios. Condições para a ocorrência das intoxicações: - por ser um cipó, é ingerida junto à forragem durante todo o ano (por estar enroscada à forragem); - intoxicações por Mascagnia publifora são mais comuns no período da rebrota, quando são bem aceitas pelos animais. - a incidência de intoxicações por Mascagnia rigida é menor no período da seca, pelo fato de perderem as folhas, o que diminui a ingestão; - o exercício físico dos animais, principalmente quando estavam ao sol, podem provocar ou intensificar os sintomas, ou mesmo precipitar a morte. Início dos sintomas após a ingestão da planta e evolução: - Mascagnia publifora: os sintomas surgem após 12 a 25 horas, com curso variável, podendo a morte ocorrer em poucos minutos até 50 horas. - Mascagnia rigida: os sintomas surgem após 16 a 48 horas, com curso variável de poucos minutos (morte súbita). Sintomas: São caracterizados por alterações cardíacas e neuromusculares de evolução superaguda, com morte súbita. Os sintomas são antecipados ou intensificados pelo exercício físico, principalmente se o animal estiver exposto ao sol. Entre os principais estão: - Relutância em caminhar e levantar (andar rígido) - Tremores musculares; - Quedas - Movimento de pedalagem - Convulsões e morte. - A Mascagnia publifora, além dos sintomas descritos acima, pode causar também, aumento da freqüência respiratória, pálpebras fortemente cerradas, revirar de olhos, mucosas esbranquiçadas, berros lastimosos, perturbações do sistema nervoso central, convulsões e morte. Diagnóstico: pelo conjunto de dados - presença da planta na pastagem, sinais e sintomas clínicos. Diagnóstico diferencial: - carbúnculo hemático (por exemplo, febre) - intoxicação pelo cafezinho (Palicourea marcgravvi) - ( por exemplo, presença da planta e morte súbita, sem segunda queda do animal) Controle: com herbicidas apropriados; não é recomendável arrancá-la com enxadão, pois suas raízes são profundas além de se propagar através de rizomas. Profilaxia: - movimentar com muito cuidado os bovinos em pastagens onde há ocorrência desta plantas; - cercar as áreas muito infestadas (ex: bosques e matas). Bibliografia: MELO. Cad. Téc. Vet. Zootec., n.224. 1998. PEREIRA, C. A. Plantas Tóxicas e Intoxicações na Veterinária. UFG: Goiânia. 1992. 279 p. RIET-CORREA, F., MÉNDEZ, M.D.C., SCHILD, A.L. Intoxicações por Plantas e Micotoxicoses em Animais Domésticos. Ed. Hemisfério Sul do Brasil. Pelotas. 1993.340p. Links: www.cnpgc.embrapa.br/tecnologias/quersabermais/500p/p450.html www.emater.mg.gov.br/ematerhp/revista/out97/sumario8.html |
|||||||||||||||||||||