PALICOUREA(Erva-de-Rato)
 
ENCICLOPÉDIA

Planta da família Rubiaceae, com algumas espécies tóxicas.

Nome científico

Nome comum

Habitat

Distribuição geográfica

Palicourea marcgravii St Hill

 Cafezinho, erva-de-rato, erva-café, café bravo, erva de rato verdadeira, erva de rato palha, erva de rato da mata, roxa, roxinha, roxona)

Matas secundárias, capoeiras e pastos recém- formados

São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Amazonas, Pernambuco.

Palicourea barbiflora H. B. K. Standl

Erva de rato graúda

Matas secundárias, capoeiras e pastos recém formados

Vale do Paranaíba,

Palicourea squarosa

Congonha escura, escurinha

Cerrados

Minas Gerais

Palicourea rígida

Douradão, douradinha do campo, gritadeira

Cerrados

Minas Gerais

Palicourea coriacea, Cham e Schum

Folha de couro, congonha dura, congonhão

Cerrados

Minas Gerais

Palicourea longipedunculata

Congonha do mato, Congonha

Matas

Minas Gerais

Palicourea nicotinaifolia Cham e Schltd

Falsa erva de rato

Matas

Rio de Janeiro,  São Paulo e Minas Gerais

Palicourea crocia Cham e Schltd

Sem nome vulgar

Sem informação

Sem informação

Palicourea cuiabense

Sem nome vulgar

Sem informação

Sem informação

Palicourea grandiflora

Sem nome vulgar

Matas

Rondônia

Palicourea juruana krause

Roxa, Roxinha

Matas secundárias, capoeiras e pastos recém formados

Minas Gerais e Paraná

 

Observação: todas as espécies citadas na tabela tiveram sua ocorrência geográfica confirmada através de identificação botânica, mas no entanto, podem ser encontradas em outros Estados.

Descrição Botânica:

Palicourea marcgravii

Arbusto com até 1,5 m de altura, caule lenhoso e nodoso, quebradiço e seco. Suas folhas são oblongo lanceoladas, às vezes arroxeada no dorso, quando jovens. Floresce de novembro a março, com frutificação ocorrendo entre janeiro e julho. As inflorescências são em panículas, com flores amarelo-vermelho-arroxeadas. Os frutos são em baga globosa, inicialmente vermelhos passando a roxo-escuro, quase preto na maturação.

Palicourea barbiflora

Arbusto com crescimento até 1,8 m de altura. Diferencia-se das demais espécies por apresentar corola pequena, tubulosa, branca, superiormente dividida em cinco pequenos lobos. Os frutos, que se tornam pretos quando maduros, são bagas globosas, com cinco sulcos longitudinais.

Palicourea grandiflora

Arbusto de porte arbóreo (2 a 6 m de altura). Folhas pecioladas, glabras, ovadas ou lanceolado-oblongas, obtusas na base e acuminadas no ápice. O fruto é, glabro, profundamente estriado longitudinalmente, com duas bandas hemisféricas unidas.

Palicourea nicotinaifolia

Caracterizada por apresentar caule e inflorescências revestidos de pêlos curtos. As folhas são grandes, opostas, pecioladas. As inflorescências são em panícula, com flores alaranjadas ou amarelas.

Animais sensíveis a intoxicação:

Espécie Animais sensíveis

Em condições naturais

Palicourea sp.

bovinos

Em condições experimentais

Palicourea marcgravii

bovinos, caprinos, coelhos, ratos e cobaios; é pouco tóxica para eqüinos e inócua para aves

Palicourea barbiflora

bovinos, cobaios, cães, aves

Palicourea grandiflora e Palicourea juruana

bovinos e coelhos

Palicourea longipedunculata, P. Crocia e P. cuiabense

inócuas para bovinos

Fatores que aumentam a ocorrência das intoxicações:

- para Palicourea marcgravii, P. barbiflora e P. juruana, a ingestão ocorre em qualquer época do ano, mesmo que haja forragem em abundância;

- a maior incidência de intoxicações ocorre no período das secas, quando os animais entram nas matas e capoeiras a procura de alimento;

- ocorre também quando os animais são colocados em pastagens novas, formadas em área de mata;

- a Palicourea grandiflora é ingerida pela falta de forragem e quando os bovinos entram nas matas.

Partes tóxicas das plantas:

Folhas e frutos, tanto verdes quanto secos. Na fase de frutificação, a toxidade das folhas, raízes e frutos atinge o ponto máximo.

Folhas e frutos, tanto verdes quanto secos. Na fase de frutificação, a toxidade das folhas, raízes e frutos atinge o ponto máximo.

Princípio ativo: ainda não muito bem definido qual é o responsável pelos efeitos tóxicos. Alguns autores consideram o ácido monofluoracético, para outros uma saponina ácida ou até mesmo a cafeína.

Início dos sintomas:

Aparecem algumas horas após a ingestão da planta

Para Palicourea marcgravii e P. barbiflora: em torno de 8 horas.

P. grandiflora: de 8 a 24 horas;

P. juruana, geralmente após 12 horas de completada a ingestão da dose letal, que tem efeito cumulativo.

Sintomas:

Eqüinos e ruminantes apresentam: desequilíbrio do trem posterior; cólicas, tremores musculares; dispnéia; membros distendidos; taquicardia; arritmia cardíaca intensa; olhar vítreo, podendo ocorrer convulsão por anóxia cerebral e/ ou pela ação da cafeína. Podem ainda deitar ou cair precipitadamente. Timpanismo geralmente é observado quando ocorreu ingestão de P. marcgravii e movimento de pedalagem, para ingestão de P. juruana.

Bibliografia:

MELO. Cad. Téc. Esc. Vet., n.24, 1998.

PEREIRA, C.A. Plantas Tóxicas e Intoxicações na Veterinária. UFG: Goiânia. 1992. 279 p.

RIET-CORREA, F., MÉNDEZ, M.D.C., SCHILD, A.L. Intoxicações por Plantas e Micotoxicoses em Animais Domésticos. Ed. Hemisfério Sul do Brasil. Pelotas. 1993.340p.

Links:

www.cnpgc.embrapa.br/tecnologias/quersabermais/500p/p450.html

www.emater.mg.gov.br/ematerhp/revista/out97/sumario8.html

www.nti.ufpb.br/ceatox/page4.html

http://cit.rs.gov.br/plantas.htm