OFICIAL-DE-SALA
 
ENCICLOPÉDIA

Asclepias curassavica

Planta da família Asclepiadaceae.

Nomes comuns: Paina-de-sapo, oficial-de-sala, cega-olhos, erva-de-paina, margaridinha, imbira-de-sapo, erva de rato falsa.

Importância: planta tóxica e invasora de pastagens.

Aspectos botânicos: planta herbácea anual, de porte pequeno, que não atinge além de 1 m de altura. O caule é ereto, cilíndrico, muito ramoso desde a base. As folhas são simples, opostas, inteiras, pecioladas e lanceoladas. As flores são pequenas, de coloração vermelha e amarela, reunidas em inflorescências axilares do tipo umbela, com brácteas. O fruto é uma cápsula fusiforme com aproximadamente 8 cm de comprimento, contendo várias sementes marrons.

Propagação: através de sementes.

Ocorrência: difundida em todo o Brasil, se desenvolvendo melhor nas regiões de clima quente. Sua ocorrência é relatada no Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal. É também encontrada em diversos países.

Habitat: campos sujos, pastagens e culturas.

Princípio tóxico: glicosídeo.

Animais sensíveis a intoxicação:

- Em condições naturais: principalmente bezerros, ovinos e muares; também é tóxica para crianças.

- Em condições experimentais: bovinos, cobaios, coelhos e aves.

Condições que favorecem a ocorrência da intoxicação:

- ingestão por bezerros jovens, pelo fato de desconhecerem a planta;

- ingestão acidental, quando a planta está misturada a forragem.

Sintomas:

- perturbações gastrointestinais, representadas por anorexia, lesões na mucosa oral, diarréia fétida, timpanismo;

- irritação dos olhos, com congestão e lacrimejamento, e fotofobia;

- alterações do ritmo cardíaco;

- dispnéia;

- edema submandibular;

- fraqueza intensa;

- midríase;

- desequilíbrios e tremores musculares;

- convulsões e morte.

Profilaxia: erradicação da planta, arrancando-a com as mãos ou com auxílio de enxadão. Esta operação deve ser realizada preferencialmente antes da florada, para evitar a formação das sementes e sua dispersão. Evitar que bezerros muito jovens entrem em contato com a planta.

Bibliografia:

MELO. Cad. Téc. Esc. Vet. UFMG. n.32. 2000.

PEREIRA, C.A. Plantas Tóxicas e Intoxicações na Veterinária. UFG:Goiânia. 1992. 279 p.

RIET-CORREA, F., MÉNDEZ, M.D.C., SCHILD, A.L. Intoxicações por Plantas e Micotoxicoses em Animais Domésticos. Ed. Hemisfério Sul do Brasil. Pelotas. 1993.340p.

Links:

www.cnpgc.embrapa.br/tecnologias/quersabermais/500p/p450.html

www.emater.mg.gov.br/ematerhp/revista/out97/sumario8.html