BARBATIMÃO
 
ENCICLOPÉDIA

O gênero Stryphnodendron pertencente a família Leguminosae, e possui espécies tóxicas, todas elas conhecidas por barbatimão. Destacam-se:

- Stryphnodendron obovatum Benth.

- Stryphnodendron coriaceum Benth.

- Stryphnodendron barbatimao Mart.

- Stryphnodendron adstringente Benth.

- Stryphnodendron barbadetiman (Vell) Mart.

Importância: planta tóxica para ruminantes, que causa fotossensibilização em muitos animais.

Habitat: campos e cerrados.

Distribuição geográfica: Ceará, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, São Paulo.

Descrição botânica: embora apresente várias espécies, pode ser generalizado como uma árvore de pequeno a médio porte, de tronco retorcido e coberto de casca grossa que é rica em tanino. As folhas são compostas de folíolos relativamente grandes; possui inflorescências em panículas. Seus frutos em forma de vagens, medem aproximadamente 10 a 13 cm de comprimento e possuem coloração castanho escuro.

Princípios ativos: taninos e saponinas. Os frutos de S. obovatum e S. coriaceum, possuem grandes quantidades de saponinas, enquanto que S. barbatimao, apresenta aproximadamente 12% de tanino. A casca das árvores contém em torno de 40 % de tanino.

Parte tóxica das plantas: favas.

Animais sensíveis à intoxicação: - em condições naturais: bovinos. - em condições experimentais: bovinos, ovinos e caprinos.

Sintomas: De modo geral, os animais intoxicados podem apresentar apatia; anorexia; ressecamento do focinho; parada da ruminação; emagrecimento progressivo; sonolência; hipotermia; tremores musculares; lacrimejamento; sialorréia; erosões na mucosa bucal; lesões da pele, tipo fotossensibilização, nas regiões despigmentadas (no início essas lesões possuem prurido, que podem levar o animal a autoescoriação); é comum ocorrer constipação por algumas horas, seguida de fezes fétidas, diarréicas, com ou sem estrias de sangue; desidratação progressiva.

Época do ano em que ocorrem as intoxicações: no período da seca.

Controle da planta: cintar ou roletar os pés de barbatimão. Não é recomendado cortar a árvore, pois a mesma rebrota.

Bibliografia:

MELO. Cad. Téc. Esc. Vet. UFMG, n.24, 1998.

PEREIRA, C. A. Plantas Tóxicas e Intoxicações na Veterinária. UFG: Goiânia. 1992. 279 p.

RIET-CORREA, F., MÉNDEZ, M.D.C., SCHILD, A.L. Intoxicações por Plantas e Micotoxicoses em Animais Domésticos. Ed. Hemisfério Sul do Brasil. Pelotas. 1993.340p.

Links:

www.cnpgc.embrapa.br/tecnologias/quersabermais/500p/p450.html

www.emater.mg.gov.br/ematerhp/revista/out97/sumario8.html

www.nti.ufpb.br/ceatox/page4.html

http://cit.rs.gov.br/plantas.htm