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ALECRIM
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Alecrim de campinas Nome científico: Holocalyx glaziovii Família: Leguminosae Nome comum: alecrim de campinas. Importância e princípio tóxico: planta cianogênica, que possui glicosídeo cianogênico como princípio ativo principal, que se torna tóxico ao entrar em contato com enzima específica, presente no trato digestivo, que o hidroliza produzindo desta forma ácido cianídrico, glicose e benzaldeído. Os efeitos tóxicos, se devem por sua vez, ao íon cianeto, proveniente do ácido cianídrico, que atua inibindo a enzima citocromo oxidase, desta forma impedindo que as células recebam oxigênio das hemácias. Descrição botânica: árvore de médio porte, com 4 a 8 metros de altura e de copa globosa. Tronco e caules revestidos de casca áspera e cinzenta, no entanto, os ramos novos e terminais são pilosos e cilíndricos. Folhas paripinadas alternas com cerca de 40 folíolos, verde-escuros, alongado lanceolados, glabros, pecíolo curto e caniculado na face inferior. Floresce de junho a agosto e suas flores, esverdeadas e pequenas, se reúnem em inflorescência axilar. As sementes são grandes e carnosas. Habitat: matas e capões, e também utilizada como ornamental. Distribuição geográfica: foi identificada nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, e Minas Gerais. Partes tóxicas da planta: folhas e frutos. Animais sensíveis à intoxicação: Em condições naturais principalmente bovinos, e nas experimentais, os ruminantes, eqüinos, galinhas, coelhos e cobaios. Condições que favorecem a ocorrência das intoxicações: Aproveitamento de campos onde há a planta, no período de seca, após roçadas e queimadas. Algumas observações quanto a toxidade das plantas cianogênicas: - o conteúdo de glicosídeo cianogênico aumenta com a adubação nitrogenada, e também pelo uso de herbicidas 2,4 D; 2,4,5 T e MPC. - a ação de geada, granizo, murcha ou pisoteio, aumentam o conteúdo de ácido cianídrico (HCN); - as plantas cianogênicas, muito jovens, de crescimento rápido ou verde escuro, contém maiores quantidades de glicosídeo cianogênico; - boa parte do HCN se volatiliza, quando a planta é cortada e colocada para secar lentamente; - a dose letal pode variar também em função da rapidez com que a planta é ingerida, pelo fato do princípio tóxico ser de fácil absorção e eliminação; da tolerância do animal ao princípio tóxico, adquirida através da ingestão de pequenas quantidades do mesmo, o que torna necessário a ingestão de doses maiores para que ocorra a intoxicação; - idade da planta; pH gástrico; espécie animal. Início e sintomas: são divididos em forma aguda e crônica.
Bibliografia: MELO. Cad. Téc. Esc. Vet. UFMG, n.24, 1998. PEREIRA, C. A. Plantas Tóxicas e Intoxicações na Veterinária. UFG: Goiânia. 1992. 279 p. RIET-CORREA, F., MÉNDEZ, M.D.C., SCHILD, A.L. Intoxicações por Plantas e Micotoxicoses em Animais Domésticos. Ed. Hemisfério Sul do Brasil. Pelotas. 1993.340p. Links: www.cnpgc.embrapa.br/tecnologias/quersabermais/500p/p450.html www.emater.mg.gov.br/ematerhp/revista/out97/sumario8.html |
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