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SALSINHA
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Nome científico Família Origem Características
da planta Características
da flor fonte: Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997 A salsinha é originária da Europa e pertence à família Apiaceae (Umbeliferae). Hoje, seu consumo está disseminado pelo mundo todo. No Brasil, foi introduzida pelos primeiros colonizadores portugueses. É usada como condimento e/ou elemento decorativo de vários pratos. As variedades são agrupadas pelo tipo de folha em: lisas (mais cultivadas no Brasil), crespas e muito crespas. Há , ainda, variedades cultivadas na Europa, cujo produto comestível são as raízes, que atingem cerca de 15cm de comprimento e 4 a 5cm de diâmetro. Zoneamento agrícola: o cultivo da salsa é indicado para regiões de clima ameno, desenvolvendo-se melhor sob temperaturas entre 7 e 24oC. Não tolera temperaturas extremas. Apesar de ser uma espécie pouco exigente em fertilidade, prefere solos com textura média, ricos em matéria orgânica, bem drenados e com pH entre 5,5 e 6,8. Época de plantio: para regiões onde o inverno não é rigoroso, a melhor época é de março a setembro. Em regiões serranas, de clima ameno, pode ser cultivada o ano todo; porém, em locais onde o inverno é rigoroso, evitar a semeadura nos meses frios. Cultivares: Comum, Crespa, Gigante Portuguesa, Lisa Comum e Lisa Preferida. Espaçamento: 0,20 a 0,25m x 0,10 a 0,15m. Sementes necessárias: 2 a 3kg/ha. Semeadura: feita em canteiros definitivos, em sulcos com profundidade de 0,2 a 0,4cm, em fileiras contínuas. A germinação é muito lenta, de 12 a 13 dias quando a temperatura do solo está entre 25 e 30oC, e 30 dias quando está a 10oC. A germinação pode ser apressada, deixando-se as sementes de molho por uma noite. Quando as plantas estiverem com 4 a 5cm de altura (duas folhas definitivas) faz-se o desbaste, deixando-se as mais vigorosas, espaçadas de 0,10 a 0,15m. Podem-se aproveitar as mudas vigorosas para transplante. Calagem: aplicar calcário para elevar a saturação por bases do solo até 80% e o teor de magnésio a um mínimo de 8 mmolc/dm3. Adubação orgânica: aplicar, pelo menos 30 dias antes da semeadura, 30 a 50 t/ha de esterco de curral bem curtido ou composto orgânico, que podem ser substituídos por 7,5 a 12,5t/ha de esterco de galinha ou 2,5 a 4,0t/ha de torta de mamona fermentada sendo, a dose maior, para solos arenosos. Adubação mineral de plantio: 10kg/ha de N, 90 a 180kg/ha de P2O5 e 45 a 90kg/ha de K2O. A quantidade, maior ou menor, de adubo a ser utilizada dependerá das análises de solo e foliar, cultivar empregado e produtividade esperada. Adubação mineral de cobertura: 30 a 60kg/ha de N e 15 a 30kg/ha de K2O, parcelados em duas ou mais aplicações, entre 30 e 60 dias após a semeadura à medida que vão sendo feitos os cortes, deve-se repetir a adubação de cobertura, parcelando-a em duas vezes: na época do corte e 15 dias após. Irrigação: pode ser feita por infiltração ou aspersão, o suficiente, porém, para proporcionar bom desenvolvimento. Tratos culturais: manter a cultura livre de plantas invasoras pois, além da concorrência, a salsinha perde valor comercial quando cortada juntamente com mato. Fazer escarificação após cada corte. Principais pragas: lagarta-rosca, lagartas, vaquinhas, pulgões e cochonilhas. Principais doenças: esclerotínia, septoriose, mancha de Alternaria, mofo-cinzento. Colheita: inicia-se entre 50 e 70 dias, dependendo do cultivar, fazendo-se nova colheita a cada 30 dias. O corte é feito quando as plantas atingem cerca de 10cm de talo. Corta-se a planta pela base ou, o que é mais aconselhável, apenas as folhas mais desenvolvidas, assim, a produção será maior e mais prolongada. Produtividade normal: 7.000 a 8.000 maços por hectare, que correspondem a 14 a 16 t/ha. Rotação: hortaliças de outras famílias, milho e leguminosas usadas como adubo verde. Fonte: IAC Boletim 200 |
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