PEPINO
 
ENCICLOPÉDIA

*Nome científico
Cucumis sativus L.

Família
Cucurbitaceae

Origem
Índia

Características da planta
Planta anual, rasteira, de caule anguloso e áspero. As flores são monóicas e a polinização depende da atividade das abelhas. O fruto, produto comercial, é uma baga cheia, resultante do desenvolvimento de sua placenta, oposto ao que ocorre com o melão e as abóboras, cujos frutos são normalmente ocos.

Características da flor
Possui separadamente flores masculinas e femininas, de coloração amarela e medindo de 2 a 3 cm de diâmetro. As masculinas possuem o pedúnculo muito curto, são em maior número e localizam-se em grupos; as femininas ocorrem geralmente isoladas. Existem muitas cultivares ginóicas, ou seja, só formam flores femininas e com isso originam frutos partenocárpicos.

*fonte: Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997

Cultivares recomendados:

I - Para salada

a) - tipo aodai: nazaré, aodai, sul-brasil e vitória;
b) - tipo japonês (híbridos): tsukubata, tokiwa-natsufushi; akatsuki, houkou;
c) - tipo caipira: caipira.

II - Para conserva: perfeito para curtir e model e híbridos.

Época de plantio: pode-se plantar o ano todo nas regiões onde a temperatura média seja superior a 20ºC.

Espaçamento: com uma planta por cova, o espaçamento pode ser de 1 x 0,8m. Na época em que a ramificação lateral não é abundante, pode-se plantar dois pés por cova nesse mesmo espaçamento.

Sementes necessárias: 1,5 a 2Kg/ha.

Adubação: adubo orgânico, se diponível (3 Kg de esterco de curral ), 300g de superfosfato simples e 30g de cloreto de potássio . Por ocasião do desbaste, faz-se adubação em cobertura com 25g de sulfato de amônio.

Tratos culturais: manter a cultura no limpo com capinas e escarificações periódicas. Há necessidade de estanqueamentos para os tipos aodai e japonês.

Irrigação: é indispensável, especialmente para o tipo japonês, pois os descuidos na condução da planta resultam em frutos encurvados com prejuízo na cotação do produto.

Combate à moléstias e pragas (extensivo a demais cucurbitáceas): Antracnose: a) rotação de cultura; b) uso de sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas; c) pulverização com Daconil;

Oídio: pulverização com Afugan ou Milgo E;

Míldio: pulverização com Ortho-Phaltan;

Mancha-angular: a) tratamento de sementes; b) rotação de cultura; c) evitar a época quente e úmida; d) pulverizar Antracol mais cúpricos;
Podridão de frutos: a) escolha de época e local de menor incindência; b) rotação de cultura; c) proteger os frutos do contato direto com o solo;
Mosaico: a) uso de sementes sadias; b) controle de insetos vetores; c) escolha de local e época de menor incidência; d) uso de variedade tolerante ou resistente , quando disponível;
Broca-das-cucurbitáceas: inseticidas foforados, clorofosforados e carbamatos (Metomil, Cartap etc);
Pulgão: Tratamento de sementes com inceticidas sistêmicos em pó como Dissulfotom ou Forate. Em campo, fazer pulverização foliar com fosforados;
Mosca-das-frutas: Pulverização com Fention enquanto os frutos estão verdes e aplicação de iscas tóxicas contra os adultos;
Lagarta-rosca: Diazinos granulado, iscas tóxicas ou pulverização com Permetrin, Acefato e outros inseticidas;
Percevejos e vaquinhas: aplicação de fosforados ou clorofosforados em pulverização.

Época de colheita: a colheita tem início 60 a 80 dias após o plantio. No ponto comercial, os frutos do tipo caipira devem atingir 12 a 14cm de comprimento, os do tipo aodai 22cm e os de tipo japonês 21 a 23cm aproximadamente.

Produção normal: 40 a 50t/ha.

Melhor rotação: adubo verde, milho, repolho . Evitar cucurbitáceas.
O aproveitamento dos espaldares e do resíduo de fertilidade de tomate como cultura anterior não propicia alta produtividade.

Observação: as pulverizações com inseticidas devem ser realizadas à tarde, quando o movimento das abelhas é menor. Suspendê-las antes do início da colheita.