| Nome
científico
Glycine max (L.) Merr.
Família
Papilionoideae
Origem
China e Sul do Japão
Características
da planta
Planta que varia de 60 cm a 1,5 m de altura, herbácea, anual,
ereta e pubescente, de pêlos brancos, pardo-queimados ou tostados.
Seu sistema radicular é rico em nódulos de bactérias
fixadoras de nitrogênio atmosférico. As folhas são
compostas por três folíolos grandes, geralmente ovais.
Os frutos, do tipo vagem, são achatados e encerram de 2 a
5 sementes.
Características
da flor
As flores são axilares ou terminais e possuem um aspecto
característico, que lembra uma borboleta. Sua coloração
pode ser branca, amarelada ou violácea de acordo com a variedade.
fonte:
Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997
Cultivares recomendados:
Nordeste (Alta e Média Mojiana)
Precoce: paraná;
Semiprecoce: bossier e viçosa;
Média: IAC-4 e santa - rosa;
Semi-tardio: IAC-7 e UFV- 1;
Tardio (cerrado): IAC-5 e IAC-6.
Sudoeste (Sorocabana)
precoce: paraná e davis;
semiprecoce: bossier e viçoja;
Média: santa - rosa e IAC-4.
Época de plantio:
Nordeste:
Outubro 1.ª-quinzena : IAC - 6 e IAC - 7;
2.ª-quinzena : UFV - 1;
Novembro 1.ª-quinzena: santa - rosa e IAC - 4;
2.ª-quinzena : bossier e viçosa;
Sudoeste (Sorocabana):
Outubro 2.ª-quinzena: IAC - 4 e IAC - 7;
Novembro 1.ª-quinzena: bossier;
2.ª-quinzena: viçosa, paraná e davis.
Espaçamento: entre
linhas, 60cm. Nas linhas, 25 a 30 sementes por metro, dependendo
da germinação.
Sementes necessárias:
60kg/ha.
Calagem: em solos
argilosos, elevar o elevar o Ca + Mg para 3,0 meq ou mais aplicando
2,5 a 3t/ha calcário. Em solos arenosos, o teor de Ca + Mg deve
atingir 2,50 meq, aplicando 2 a 2,5t/ha de calcário.
Adubação: aproveitar
o efeito residual de adubos aplicados em culturas anteriores, ou
aplicar no sulco de plantio por hectare 300kg da fórmula 0-20-10
ou misturar 300kg de superfosfato simples e 40kg de c1oreto de potássio
quando for possível.
Tratos culturais:
dois a três cultivos mecânicos.
Época de colheita:
março - abril.
Produção normal: 2.000kg/ha
de sementes.
Melhor rotação: milho,
algodão trigo.
Observações: é indispensável
a inoculação das sementes com Rhizobium japonicum, utilizando
inoculantes de boa procedência, adquiridos no comércio.
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| DOENÇAS DA SOJA
1a
Mancha Olho-de-Rã
Essa doença, que ocorre
em todas as regiões produtoras de soja, é causada pelo fungo Cercospora
sojina e apresenta sintomas nas folhas, hastes, vagens e sementes.
As lesões apresentam colorações castanhos-claras no centro e bordos,
castanhos-avermelhadas na página superior da folha e cinzas na página
inferior, onde ocorre a esporulação.O tamanho das lesões varia de
1 a 5mm de diâmetro, sendo que as lesões menores apresentam uma
coloração mais escura.As lesões nas hastes e vagens aparecem no
final da granação.Nas sementes, o tegumento apresentam rachaduras
e manchas de tamanhos variáveis de coloração parda a cinza.
CONTROLE: utilizar
cultivares resistente e controle químico.É importante observar as
lavouras, periodicamente, para detectar a presença ou não da doença.
Em áreas atingidas, a aplicação deverá ser iniciada quando as folhas
mais afetadas tiverem de 5 a 10 manchas por folíolo. |

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| 2a Mancha
Parda ou Septoriose
O agente dessa moléstia
é o fungo Septoria glycines, que é introduzido na lavoura
por sementes infectadas e sobrevive nos restos da cultura.Os sintomas
nas folhas verdes surgem com pontuações pardas com menos de 1mm
de diâmetro, que evoluem e formam manchas com halos amarelados e
centro de contornos angulares, de coloração parda na parte superior
da folha e coloração rosada na página inferior, medindo de 2
a 3mm de diâmetro.Em infecções severas, a doença causa desfolha
e maturação prematura, com uma conseqüente redução do rendimento.
CONTROLE:rotação
de cultura, manejo do solo e adubação equilibrada, com ênfase no
potássio, e aplicação de fungicida na parte aérea, entre os estádios
R.5.1 (início de formação de grãos) e R5.5 (maioria das vagens entre
75% e 100% de granação). |
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| 3a Mancha
Alvo e Podridão Radicular de Corynespora cassiicola.
Ambas as doenças são
causadas pelo fungo Corynespora cassiicola e estão presentes em
todas as regiões produtoras de soja do país. A Mancha Alvo é caracterizada
por lesões que se iniciam através de pontuações de coloração
parda, com halo amarelo, e que evoluem para grandes manchas circulares
de coloração castanho-clara a castanho-escura, as quais atingem
até 2cm de diâmetro.Normalmente, as manchas apresentam uma pontuação
no centro e anéis concêntricos de coloração mais escuras, vindo
daí nome Mancha Alvo.As primeiras manchas desenvolvem-se nas partes
sombreadas, sendo visíveis a partir da estádio de floração. As raízes
infectada apresentam cor castanho-clara e, após a morte da planta,
em solo úmido, ficam cobertas por uma fina camada negra de esporos.
CONTROLE:usar
cultivares resistentes, fazer rotação/sucessão de culturas com milho
e espécies de gramíneas, efetuar revolvimento do solo em casos de
manocultura de soja e controle químico. |
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| 4a Mancha
Púrpura da Semente e Crestamento Foliar de Cercospora
O fungo Cercospora
kikunchii, que é introduzido na lavoura através da semente e sobrevive
no resto da cultura, ataca todas as partes da planta e pode ser
responsável por severas reduções do rendimento e da qualidade da
semente.Nas folhas, os sintomas aparecem apartir do final da granação
e são caracterizados por pontuações castanhos-avermelhadas, que
coalescem e formam grandes manchas escuras que resultam em severo
crestamento e desfolha prematura.Nas vagens, surgem pontuações vermelhas
que evoluem para manchas castanho-avermelhadas.Através da vagem,
o fungo atinge a semente e causa a mancha púrpura no tegumento,
daí a denominação da doença como Mancha Púrpura.
CONTROLE: sementes
livres do patógeno, tratamento químico da semente, adubação equilibrada,
com ênfase no potássio e aplicação de fungicida na parte aérea entre
os estádios R5.1 e R.5.5 (maioria das vagens entre 75% a 100% de
granação). |
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| 5a Oídio
Doença causada pelo
fungo Microsphaera diffusa (às vezes, erroneamente considerado sinônimo
de Erysiphe polygoni), que também infecta diversas espécies de leguminosas.
É um parasita obrigatório, que se desenvolve em toda parte aérea
da soja, incluindo haste e vagens, sendo mais visível nas folhas,
nutrindo-se do conteúdo das células.Na superfície da planta, forma-se
uma fina camada de micélio e de esporos (conídios) pulverulentos,
que podem cobrir todas as folhas, vagens e partes das hastes. Os
sintomas apresentados pelo Oídio podem variar de clorose, ilhas
verdes, manchas ferruginosas, desfolha acentuada à combinações desses
sintomas. Todavia, o mais evidente sintoma é a própria estrutura
branca e pulverulenta do fungo sobre a superfície das partes infectadas.
CONTROLE: Cultivar
resistente (em fase de avaliação) e controle químico. A aplicação
deve ser feita quando o oídio atingir 40 a 50% da área foliar da
planta, observando ambas as faces da folha. |
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| 6a Antracnose
Causada pelo fungo
Colletotrichum dematium var truncata, a Antracnose está disseminada
por todas as áreas de cultivo de soja e infecta cultura em qualquer
fase do seu ciclo, podendo causar a morte das plântulas, necrose
dos pecíolos e manchas nas folhas, hastes e vagens. O sintoma mais
evidente dessa doença ocorre nas vagens.As vagens infectadas na
estádio inicial de formação adquirem uma coloração de castanho-escura
a negra e ficam retorcidas. Nas vagens em granação, as lesões iniciam-se
por estrias de anasarca e evoluem para manchas negras, podendo atingir
toda a vagem. O fungo sobrevive nas sementes e nos restos da cultura.
CONTROLE:
Uso de sementes livres do patógeno, tratamento químico da semente,
espaçamento e densidade de plantas adequadas e adubação potássica
equilibrada e controle químico. |
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