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GRAMA
ESTRELA
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É outra espécie do gênero Cynodon
, de origem africana, perene, fortemente estolonífera, que vem ganhando
dia a dia, a simpatia de técnicos e pecuaristas. Irradia longos e fortes
estolões para todos os lados, que crescem com muito vigor e se entrelaçam
com os da planta vizinha, enraidando-se nos nós, para depois emitirem
colmos verticais muito macios e palatáveis. É considerada uma forrageira
altamente invasora. Adapta-se a climas tropicais, com precipitações acima
de 750 mm anuais. Resiste muito bem ao pisoteio e cortes freqüentes, mas
não tolera umidade excessiva. Não é exigente em solo, mas parece preferir
os arenosos e férteis, desde que bem drenados. Proporciona forragem de
excelente qualidade, cuja análise bromatológica apresentou os resultados
do quadro abaixo. A estrela africana não produz sementes e por isso sua
multiplicação exclusivamente vegetativa. Recomenda-se o plantio
durante a estação das águas (novembro a janeiro ), em solo úmido. com
mudas, (estolões) grossas e maduras. que são colocadas no terreno a uma
distância de 0,5 a 1,0 uma das outras:
O plantio nas entrelinhas do milho, em sulcos espaçados 40 cm , em duas semanas após a semeadura deste, apresentou bons resultados na Rodésia . A quantidade de mudas necessárias para se formar 1 ha, gira em tomo de 200 quilos. As mudas agüentam longas viagens (a sombra), tendo sido registrados até 12 dias sem grandes prejuízos. Trata-se de uma forrageira altamente produtiva no verão, que responde muito bem a adubações nitrogenadas e pode ser utilizada diretamente com pastagem , ou ceifada para posterior fenação . Boas pastagens de estrela africana suportam durante o "período das águas", 4-6 U.A./ha, sem prejuízos do stand. É evidente a superioridade da estrela africana sobre a B. decumbens e Pangola, em capacidade de suporte e ganho de peso/ha/ano (Caro Costas . 1976) Os africanos desenvolveram o método chamado Grass Feed - lot . (engorda intensiva no pasto ) , onde os animais engordam quase que exclusivamente do pasto de estrela, com registros de 4.500 quilos de peso vivo/ha/ano, com bovinos jovens. No Brasil também se constatou grande ganho de peso em bovinos, mantidos em regime exclusivo de pastagens de estrela africana fertilizadas . Soube-se que um pecuarista paulista obteve rendimentos de feno, superiores a 20 toneladas/ha/ano. Para finalizar, cita - se l que a grama estrela possui um principio tóxico (ácido prússico) que, entretanto, não tem causado nenhum problema em nosso meio. Não se registrou até o presente momento, nenhuma queixa por parte dos pecuaristas, pelo contrário, somente elogios. |
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