UVA
 
ENCICLOPÉDIA

*Nome científico
Vitis vinifera L.

Família
Vitaceae

Origem
Europa, Oriente Médio

Características da planta
Arbusto sarmentoso, escandente, composto por um caule espesso e resistente, no qual se encontram folhas e gavinhas. O cacho de uva é composto de um esqueleto (engaço) e frutos. O fruto é do tipo baga, de formato ovóide ou globoso, de coloração verde, amarela, rosada, vermelha ou azulada, de acordo com a variedade.

Características da flor
Apresentam flores na forma de um cacho de botões, inflorescência do tipo tirso, que inicialmente são eretas e posteriormente ficam pendentes. Possuem coloração creme-esverdeada e o conunto de pétalas apresentam-se em forma de estrela.

*fonte: Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997

Introdução: Em termos de área plantada, a viticultura apresenta aspecto estacionário nas regiões tradicionais de cultivo; em expansão nas regiões mais recentes e com tendência de se instalar em outras áreas.

Clima e solo: A videira, de um modo geral, exige um período de frio no inverno, quando ocorre a dormência das gemas.Acontece que as atuais variedades cultivadas são originárias de regiões de clima de inverno mais intenso, e outras de clima mais ameno, razão pela qual a Itália e Patrícia apresentam excelentes produções até mesmo no Vale do São Francisco, como em Presidente Prudente ou Norte do Paraná. Assim, pois, desde que se adapte as técnicas de cultivo à região, é possível o cultivo da videira. Quanto ao solo, deve-se dar preferência às encostas, pouco íngremes, protegido dos ventos dominantes, principalmente do sul. Com relação às condições físicas do solo é possível contornar as deficiências pelo uso de porta-enxertos específicos, bem como as propriedades químicas pelo uso de matéria orgânica, fertilizantes e corretivos.

Cultivares: As variedades são indicadas conforme a finalidade com relação à utilização dos frutos. Para o consumo " in natura" podemos classificá-las em: uvas rústicas (Niajara) e uvas finas (Itália, Rubi, Patrícia) e possivelmente as uvas sem sementes. Para indústria vinícola, recomenda-se de preferência a Seybel, Isabel, híbridos do IAC e também as Niagaras.

Preparo do solo:
Para as uvas conduzidas em espaldeiras (cerca) e que têm espaçamento reduzido (2 x 1m) é bem mais simples proceder a valeta do que covas, principalmente se antes ocorreu a aração total da área. No caso da condução ser em latada, pergola, o que ocorre para as uvas finas, é preferível a abertura de covas. Para as valetas recomenda-se 50cm de largura por 80cm de profundidade, e para as covas 60 x 60 x 60 centímetros.

Calagem: De acordo com a análise do solo, em cobertura total da área, corrigindo o pH para 6, além do calcário que será aplicado junto à adubação básica.

Adubação:
Uvas rústicas e de vinho.
Na cova: Esterco de curral 20-30 litros ou Esterco de galinha 7-10 litros
Farinha de ossos 1-1,5kg
Cloreto de Potássio 0,3 -0,4kg
Sulfato de Amônio 0,3-0,5kg.
Calcário 0,5kg.
Em cobertura - Nitrocálcio (subdivididas) 0,3kg

Reposição por planta: em sulcos.
Esterco de curral 10-20 litros
Esterco de galinha 3-7 litros.
Farinha de ossos 0,3-0,5kg.
Cloreto de Potássio 0,1 -0,2kg.
Sulfato de Amônio 0,2-0,3kg.
Em cobertura : Superfosfato simples - 0,1kg.
Cloreto de Potássio - 0,1kg.
Sulfato de Amônio - 0,15kg.
As quantidades de adubos indicadas devem sofrer correção em função dos teores de N, P e K existentes no solo.

Na cova : Esterco de curral 40 litros. Farinha de ossos 2 kg. Cloreto de Potássio 0,6kg. Sulfato de Amônio 0,5kg. Em coberturas: Sulfato de Amônio 0,3kg. Restituição em sulcos - Esterco de curral 30 litros. Farinha de ossos 1kg. Cloreto de Potássio 0,3kg. Sulfato de Amônio 0,3kg Em cobertura - Superfosfato simples - 0,5kg. Cloreto de Potássio - 0,5kg. Sulfato de Amônio - 0,3kg. As quantidades de adubos indicadas devem sofrer correções em função dos teores de N, P e K existentes no solo.

Plantio:
Para as uvas rústicas, recomenda-se as seguintes dimensões do talhão: Área - 3000 a 6000 metros quadrados. Comprimento das linhas - 40 a 60 metros quadrados. Espaçamento 2 x 1m = 2 metros quadrados - Espaldeira. Para as uvas finas recomenda-se: Área - 4000 a 6000 metros quadrados. Comprimento das linhas - 40 a 60 metros

Espaçamento 4 x 3m = 12 metros quadrados. Condução - mangedora ou pergola. Sempre com formação dos porta-enxertos e posterior enxertia.

Tratos culturais:
Capinas - Sempre que necessárias, sendo recomendada a cobertura morta. Forçamento da brotação - pulverização ou pincelamento das gemas com solução saturada de calciocianamida (20%). Esladroamento - retirada de brotos dos porta-enxertos (cavalos).

Irrigação - em intervalos de dez dias (início uma semana antes da poda).

Poda: - Uvas rústicas - curta - 2 gemas. - Uvas finas - longa - 6 a 10 gemas.Desbrota - Retirada do excesso de brotação. Amarração - Dos brotos aos arames. Desbaste - retirada de 60% das bagas com auxílio de tesouras especiais (uvas finas).roteção dos cachos - Com folhas de papel impermeável (uvas finas). Pulverizações - Em número variável e dependendo das pragas e doenças.

Pragas:
Pulgões - Aphis vitis. Atacam os brotos, são de cor verde-escuro, quase preto, de pouca importância, podem merecer atenção. Surgem com maior intensidade em períodos secos, com o início das chuvas desaparecem. Maromba - Heilipus naevulus. Seu ataque ocorre no final do inverno, ou início da brotação, quando perfuram os olhos da videira, comendo seu conteúdo. Os prejuízos são muito sérios. Seu controle mais efetivo é a catação manual. Broca-dos-cachos - Crytoblabes gnidiella. São mariposas pequenas, de coloração parda, cujas lagartas, também pequenas, atacam os pedúnculos dos cachos.

Doenças: Cercosporiose - Isariopsis clavispora. Atacam somente as folhas, causando manchas necróticas, de contorno irregular, de coloração avermelhada ou preta e causam o desfolhamento precoce.Antracnose - Sphaceloma ampelium, Elsinoe ampelina. Surge desde brotação, também conhecida por negrão, varíola ou carvão, tanto nos ramos, folhas, gavinhas, flores e frutos.Se manifesta por numerosas e pequenas manchas, de coloração castanho avermelhada sobre o limbo das folhas, das nervuras e do pecíolo, causando deformações. As manchas secam e caem, deixando a folha perfurada. Nos pecíolos e nervuras as manchas são alongadas, deformando a folha.Nos ramos tenros e gavinhas, aparecem manchas pequenas, que se transformam em cancros penetrantes, deprimidos. Nos cachos e suas ramificações, aparecem manchas escuras deprimidas. Nas bagas, as manchas tomam a feição de olho de passarinho, e, quando muito atacadas, as manchas se unem rachando o fruto. Podem as sementes ficarem expostas, e o fruto mumificar. Míldio - Peronospora - Mofo - Plasmospora viticola. Na folha aparecem manchas de óleo, que é descoramento da folha, amarelado, e na página inferior surge manchas brancas tipo de mofo, seu sintoma característicos, com o evoluir tomam a cor avermelhada e acabam secando a parte da folha.

Colheita: Uvas rústicas: no máximo 5kg por planta. De outubro a dezembro.

Comercialização: Direta ou em consignação.

Formação de mudas N direto do porta-enxerto e ão se recomenda plantios comerciais a partir de mudas, e sim com plantio posterior enxertia.

Anexo 1-Defensivos recomendados para videira

Praga ou doença Nome técnico Intervalo de segurança (dias) Dosagem g ou cm3 do i.a ./há ou 100/litros de água Observações
Cercosporiose Mancozeb
Maneb
21
7
150
150-200
 
Antracnose Ziran
Captan
7
1
300
100
 
Míldio Ziran
Captan
Mancozeb
7
1
21
300
100
150
 
Podridões Captan
Mancozeb
Maneb
1
21
7
300
200
200
 
Cochonilhas Enxofre+
Paration
Dinozeb
Óleo mineral
-
-
2000
45
1000
2000
Trat. Inverno
Pulgões
Maromba
Broca-dos-cachos
Paration
Fention
Etion
Dimetoato*
15
-
14
15
3
60
-
75
60
50
Catação manual