TOMATE
 
ENCICLOPÉDIA

Cultivares recomendados:

a) - tipo santa-cruz: ângela LC, ângela-gigante (super e hiper), santa-cruz-kada, santa-cruz-yokota ou sakai, ozawa 2, sandra e miguel-pereira.
b) - tipo salada: ogata-fukuju, floralou, floradel e oishi.

Época de plantio: Na região Centro-Sul ( São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, inclusive Espírito Santo) a época de plantio varia de uma microrregião para outra em função do cultivar e do fator sócio - econômico. De modo geral, os cultivares santa-cruz são recomendados para o inverno e, o ângela, para o verão.

Espaçamento: 1 x 0,7m. Podem ser plantados dois pés por cova com espaçamento maior conduzindo-se uma rama principal por planta; 1 x 0,8m, quando a época é propícia à ocorrência de requeima.

Sementes necessárias: 200 a 250g/ha.

Adubação:

Termofosfato 1t/ha, torta-de-mamona 50g , farinha de ossos 50g, sulfato de magnésio e bórax 1g cada e o adubo químico (4-12-8) 350g por cova.
Com adubo nitrogenado em cobertura, 30g de na primeira vez e 10 a 30g nas subsequentes até seis vezes com intervalo de 15 dias.
O excesso de adubo nitrogenado é prejudicial a planta, pois causa necrose-salpicada e podridão-apical ( especialmente no tomate tipo salada e alguns cultivares mais suscetíveis).
A deficiência de N, Mg, Ca ou B pode ser sanada com aplicação foliar.

Tratos culturais: Semeação em copinho de papel e cobertura do canteiro com bagaço de cana ou casca de arroz são práticas recomendadas.
O desbaste do fruto é necessário no tomateiro tipo salada. Lavar bem as mão para evitar a disseminação de doenças durante os tratos culturais.

Irrigação: é importante manter o solo em umidade constante. A variação brusca da umidade do solo pode causar rachaduras e podridão-aplical nos frutos.

Combate à moléstias e pragas:

Murchadeira ou murcha-bacteriana: a) rotação de cultura com gramíneas (milho e arroz, incorporando o resto da cultura ); b) não irrigar com água usada e suspeita; c) tratamento do solo com 560g/m3 de brometo de metila.

Cancro-bacteriano: a) tratamento do solo do modo acima indicado; b) rotação da cultura com gramíneas ou leguminosas; c) tratamento de tutor com CuSO4 a 0,05%; d) sementes certificadas ou fementação de sementes durante 72 horas seguida de tratamento com antibiótico; e) pulverização com Peprosan, Miltox, Dacobre etc., na fase inicial da cultura;

Talo-oco: a) combate aos insetos subterrâneos; b) evitar o plantio no lugar anteriormente ocupado por crucíferas ou solanáceas; c) pulverizar com fungicidas cúpricos logo após a operação de desbrota;

Requeima: a) plantio em local alto e arejado; b) espaçamento amplo; c) rotação de cultura; d) uso de sementes sadias; e) pulverização até três vezes por semana com Mancozeb, Captafol, Diclone etc.

Pinta-preta: a) tratamento de sementes com Triran, Captan etc.; b) rotação de cultura; c) escolher local alto e arejado para cultura; d) pulverizações semanais de Maneb, Captafol, cobres fixos etc.;

Murcha-de-fusarium: a) rotação de cultura; b) elevar o pH do solo com calagem; c) variedade resistente, quando disponível;

Vira-cabeça: a) evitar o plantio na época de maior incidência; b) isolamento do canteiro e do campo das possíveis fontes de inóculo e dos vetores (tripses); c) aplicação de inseticidas sistêmicos desde a fase de canteiro e combinar com pulverização foliar para controle de tripses em campo;

Risca ou mosaico Y: a) uso de sementes sadias; b) tratamento de sementes com fosfato trissódico a 10% durante uma hora, seguido de lavagem em água corrente por dez horas; c) evitar contaminação durante as operações como repicagem, desbrota, amarração etc.; d) uso de copinho de papel na semeação para dispersar a repicagem;

Amarelo-baixeiro e topo-amarelo: a) isolamento do canteiro e do campo; b) rotação de cultura; c) proteção do canteiro com barreira e com pulverização;

Podridão-aplical: a) irrigação controlada para evitar a flutuação híbrica do solo; b) adubação nitrogenada equilibrada, principalmente com a forma NO3; c) manter pH 6 do solo com calagem; d) sob condições de maior incidência, evitar o uso de cultivares mais suscetíveis;

Tripses: a) barreira de Crotalária juncea em volta da área de plantio; b) inseticidas fosforados como dimetoato e monocrotofos.

Broca pequena e grande do fruto: a) pulverização com carbaril, triclorfon, clorpirifos, enquanto os frutos estiverem pequenos, principalmente nas sépalas.

Microácaro e ácaro-rajado: a) acaricidas específicos.

Época de colheita: A colheita dos cultivares precoces inicia-se aos 95 dias após a semeação e dura de dois a três meses, dependendo do estado fitossanitário da lavoura.

Produção normal: 200 a 400 caixas de 23Kg por mil pés ou 50 a 100t/ha.

Melhor rotação: milho, abobrinha, abóbora-seca, couve-flor, repolho, feijão-vagem e ervilha, esses ultimos dois aproveitando-se dos espaldares. Deve ser evitada a solanácea, especialmente o pimentão.

Observações: o tomateiro não suporta geadas. No verão, com temperatura mínima noturna acima de 20º C, pode ocorrer a queda de frutos. O solo deve ser leve, poroso, profundo, rico e com pH no mínimo 6.