|
|
PITANGA
|
![]() |
||||||||||||
|
Descrição
botânica: No Brasil, porém, tem um bom desenvolvimento, apresentando-se
como uma arvoreta de até oito metros de altura. As folhas são opostas,
verde-escuras, brilhante, glabras, perfumadas, ovais, onduladas, inteiras,
com pecíolo curto e fino. As folhas novas são cor de vinho. Flores brancas,
suavemente perfumadas, melíferas abundantemente providas de pólen, hermafroditas,
dispostas na axila das folhas. Possuem quatro pétalas e muitos estames
amarelos. Variedades: Não se conhecem, no Brasil, variedades perfeitamente definidas de pitangueiras. Notam-se, porém, pequenas diferenças entre arvoretas e frutas. Dizem que a relação entre o tamanho do fruto e o da semente apresenta variações; estes caracteres não são propagados pela multiplicação gâmica. Perdem-se portanto, ou tendem a perder-se. S. Decker distingue: Pitangueira comum ( Stenocalyx pitanga, Berg)e Pitanga Mulata ( Stenocalyx dasiblatus, Berg) . Paulo Le Cointe cita, ao lado da Pitangueira-de-frutos-vermelhos (Stenocalyx pitanga,Berg, Eugenia Michellii, Aubl, eugenia pitanga, Berg, Euugenia uniflora, Lin.) , a Pitangueira-da-mata (Stenocaly sp), mas não é uma variedade e sim outra espécie. Clima: A pitangueira encontra-se em todo o Brasil, de Norte a Sul, menos nas regiões semi-úmida, subúmida e semi-árida e nos municípios mais frios. Cresce bem, portanto, em climas quente e úmido e temperado-doce suficiente úmido. Adulta, a pitangueira suporta temperaturas inferiores a zero grau centígrado. Tem alguma resistência à seca. Entre nós, é bastante comum na região amazônica, nas regiões úmidas do Nordeste, no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste. Há muitas pitangueiras nas proximidades de Salvador. Em João Pessoa empregam-na freqüentemente como cerca viva. Solos: A pitangueira não se mostra exigente em solos. Cresce muito bem, em nosso país, nas aluviões das margens dos rios. Cresce muito bem em solos leves, arenosos, sílico-argilosos, argilo-silicosos. Suportam muito bem os solos argilosos. Devem ser preferidos os solos de textura média, profundos, bem drenados, férteis. Multiplicação: A multiplicação da pitangueira pode ser sexuada ou gâmica e assexuada ou agâmica. A multiplicação gâmica é a mais fácil e a geralmente utilizada. Obtêm-se plantas rústicas e de produção seródia. Não permite conservação das variedades com todas as qualidades que as distinguem. Produz desde os quatro anos de idade. A pitangueira pode ser multiplicada por enxertia. Plantio: Ara-se e gradeia-se o terreno do futuro pomar. Se possível, faz-se uma adubação com estrume de curral, composto ou adubo verde. As covas serão abertas com bastante antecedência. Terão pelo menos 50 cm de profundidade, comprimento e largura. Cada cova receberá uma adubação mais ou menos semelhante à seguinte: Estrume de curral..........................................
20 a 30 l Espaçamento : 5 x 5 m é julgado suficiente nas regiões úmidas.. Nas regiões menos chuvosas o compasso poderá ser de 6 x 6 m.. Tratos culturais: A pitangueira é uma planta rústica, necessitando de pouco trato cultural. Em regra os tratos culturais se resumem em capinas e escarificações. Adubações: Não se costuma adubar as pitangueiras. Não é uma razão para não adubá-las. Pode-se aplicar, a título experimental, a seguinte adubação em cada pitangueira em produção: Nitrocálcio ou sulfato de amônio....................................200g Podas: A pitangueira se presta muito bem à formação de cercas vivas. Mesmo neste estado, produz, embora muito pouco. Nos pomares como árvores frutíferas, a pitangueira necessita apenas de podas de limpeza. Podem fazer-se, também, embora não se usem, podas de arejamento e formação. Colheita:Procede-se a colheita com
a máxima facilidade. Colhem-se as frutas maduras. |
||||||||||||