MELISSA
 
ENCICLOPÉDIA

É importante lembrar que antes da decisão de investir no cultivo de plantas medicinais e aromáticas, principalmente para quem não tem experiência com estas culturas, é obter mais informações sobre o assunto, para conhecer todas as etapas e técnicas envolvidas na produção.

É aconselhável procurar orientação de instituições de pesquisa ou profissional capacitado, para se informar quais plantas são mais indicadas para serem cultivadas na propriedade, em função da localização e tipo de solo da mesma, entre outros fatores. Deve-se ainda, realizar pesquisa de mercado procurando descobrir quais são os compradores mais próximos, qual a possibilidade de negociar a produção, entre outros pontos importantes.

Traremos apenas informações gerais e sobre o cultivo desta planta, visando sua exploração comercial, fornecendo ainda alguns endereços para mais informações.

De modo geral, para qualquer planta de uso aromático e medicinal, para se iniciar uma cultura seja a nível comercial ou mantê-la na horta doméstica, as sementes e mudas devem ser adquiridas de produtores ou de viveiros de mudas idôneos, que garantam a identificação botânica correta. Alguns aspectos referentes a colheita e pós-colheita devem ser conhecidos, como por exemplo:

- determinação do momento ideal da colheita, que varia de acordo com o órgão da planta, estádio de desenvolvimento, época do ano e hora do dia;

- conhecimento de qual parte da planta contém o princípio ativo de interesse;

- a colheita de sementes é realizada quando elas estão completamente amadurecidas ou no caso de serem deiscentes (que caem após o amadurecimento), antecipa-se a colheita para evitar as perdas;

- a colheita deve ser realizada em períodos sem ocorrência de chuvas, preferencialmente no período da manhã, após o orvalho ter evaporado;

- as ferramentas utilizadas variam de acordo com as partes que serão colhidas. Normalmente são utilizadas ferramentas simples: tesouras de poda (caule e folhas) e pás, enxadas e enxadões (raízes e partes subterrâneas);

- o material cortado é acondicionado em recipientes adequados à parte colhida ( sementes, flores, outros);

- o material coletado tem destinos variados: uso direto do material fresco, extração de substâncias ativas ou aromáticas do material fresco e secagem para comercialização "ïn natura".

Embora não tenhamos como objetivo indicar o uso medicinal desta ou de qualquer outra planta, destacamos algumas recomendações contidas no livro Plantas e Saúde - Guia Introdutório à Fitoterapia:

- utilize somente plantas medicinais conhecidas;

- procure conhecer a parte da planta que serve como remédio (raiz, caule, folha ou flor);

- não colete plantas medicinais nas margens de rios ou córregos poluídos e esgotos, bem como na beira de estradas, devido as substâncias tóxicas liberadas pelo escapamento dos veículos;

- procure conhecer as plantas que são tóxicas;

- tenha cuidado ao comprar ervas medicinais, observando sempre o seu estado de conservação (se não tem mofo, insetos, etc);

- procure conhecer o modo de preparo das plantas utilizadas como remédio (infusão, cozimento, etc);

- estar atento a indicação de uso da planta, se é para uso interno (beber) ou externo (compressa, cataplasma, etc);

- não substitua imediatamente o remédio dado pelo seu médico por plantas indicadas por amigos. Procure antes conversar com seu médico.

Após estas ressalvas, passaremos a tratar sobre o cultivo da Erva-cidreira ou Melissa.

O Cultivo da Erva-cidreira ou Melissa

Nome científico: Melissa officinalis L. Nome comum: melissa; erva-cidreira verdadeira, cidrilha e melitéia.

Descrição e Habitat: Planta perene, pertencente a família das Labiadas. Nativa em Portugal e na Ilha da Madeira, sendo também encontrada em áreas submontanhosas do sul e centro da Europa, na região do Mar Mediterrâneo, na Ásia e norte da África, na Espanha e na Itália. É típica de climas temperados, mas quentes.

Caule: são quadrangulares, anuais e se ramificam acentuadamente por ocasião da floração.

Altura: de 30 a 100 cm.

Folhas: medem de 5 a 8 cm de comprimento, são pecioladas, opostas, ovais, com nervuras bem salientes, coloração verde-escura na face superior e verde-clara na inferior.

Floração: ocorre entre a primavera e o verão.

A melissa não deve ser confundida com o capim chamado erva-cidreira ou capim -limão ou ainda capim-cidreira. Também não deve ser confundida com a chamada melissa-bastarda, planta muito semelhante à melissa.

Finalidade: uso aromático e medicinal.

Partes da planta utilizadas:

®Uso medicinal: sumidades floridas e as folhas. As propriedades medicinais se devem ao óleo essencial e outras substâncias.

CULTIVO:

Clima: deve ter seu plantio renovado a cada quatro anos em climas com temperaturas médias de 20 0C. Necessita de luz plena ou sombreamento parcial. É sensível a geadas.

Plantio: por sementes, divisão das touceiras e por estaquia. A propagação por sementes pode ser feita em sementeiras para obtenção de mudas ou no local definitivo da cultura. As sementes devem ser plantadas bem próximas à superfície do solo. As mudas devem ser transplantadas quando atingirem a altura de 10 cm.

Na divisão de cada planta, também se divide o rizoma.

Espaçamento: entre fileiras, utiliza-se geralmente espaço mínimo de 50 a 60 cm; e entre uma planta e outra na mesma linha, distância mínima de 40 cm.

Solo: a melissa se desenvolve melhor em solos férteis, ricos em matéria orgânica, com boa umidade e profundos.

Preparo e adubação do solo: o preparo consiste em aração e gradagem. Quanto a adubação química e calagem, a recomendação é feita tendo-se por base o resultado de análise do solo. Como fonte de matéria orgânica pode-se adicionar ao solo, esterco curtido na proporção de 20 a 30 toneladas por hectare.

Tratos culturais: realizar o controle das plantas daninhas; irrigar e drenar o solo sempre que necessário.

Colheita e secagem:

A colheita deve ser feita pela manhã, após a evaporação do orvalho. Quando o objetivo da cultura é a colheita de folhas, elas devem ser colhidas antes do desenvolvimento dos órgãos florais. Cortam-se os ramos, ou todo o caule entre 8 e 10 cm acima da superfície do solo. As folhas podem ser secas em bandejas do secador, ou em feixes que deverão ser pendurados em varais, mantendo os feixes bem afastados.

Bibliografia:

COSTA, M.A. (et al). Plantas e Saúde - guia introdutório à Fitoterapia. Governo do Distrito Federal, 1992. 88 p.

MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M.; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas Medicinais. Universidade Federal de Viçosa. 1994. 220p.

VON HERTWIG, I.F. Plantas aromáticas e medicinais: plantio, colheita, secagem, comercialização. 2a ed. - São Paulo: Icone, 1991. 414 p.

Endereços:

Produção de mudas e treinamento

Prefeitura de Juiz de Fora

Secretaria Municipal de Agropecuária e Abastecimento

R: Ten. Luiz de Freitas, 116 - Sta Terezinha

CEP 36045-560 - Juiz de Fora - MG

Fone:(0xx32) 690-7912

Fax:(0xx32) 224-8003

e-mail:smaapjf@zaz.com.br

Home-page:http://nutrinet.jfa.zaz.com.br/plantas.htm

Links:

Indústria

http://yerbalatina.com.br

Pesquisas sobre cultivo

http://celepar6.pr.gov.br/ucampo/plantas1.html

Informações sobre colheita e secagem

http://wwwclic-in.com.br/sdc/plantasm.html