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*Nome científico
Citrus sinensis L.
Família
Rutaceae
Origem
Sudeste da Ásia
Características
da planta
Árvore de porte pequeno ou médio, atinge de 6 a 10 m de
altura, possui copa densa, esférica e caule com espinhos finos
e longos. Folhas simples, persistentes, de textura fina e bordos arredondados.
Fruto redondo, com casca de coloração alaranjada, envolvendo
uma polpa aquosa que pode variar de amarelo-claro a vermelho, na qual
se encontram as sementes.
Características
da flor
Flores brancas, dispostas em pequenas cimieiras na axila das folhas.
Apresentam cálice com formato de taça e a corola salpicada
de glândulas oleíferas. São aromáticas e atrativas
para as abelhas.
*fonte:
Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997
Variedades:
Webber separou-as em três grupos:
a ) Laranjas com frutos normais: Pera, Hamlin, Seleta, Lima, Barão, Valência,
Margaratiba, Branca, Rosa, Lisa, China ou Caipira, Abacaxi, etc., todas
cultivadas no Brasil.
b ) Laranjas com frutos de umbigo: Baía, Baianinha, Washington Nawel,
Tompson Nawel, etc., cultivadas no Brasil.
c ) Laranjas sangüíneas, cuja polpa tem forte coloração vermelha: Rubi,
Maltesa, Sangüínea. Todas essas variedades são cultivadas no Brasil, que
é o segundo maior produtor de frutas cítricas.
Solos:
Os solos têm extraordinárias possibilidades de adaptação aos mais variados
tipos de solo. Há laranjas em solos argilo-silicosos, sílico-argilosos,
arenosos e até mesmo nos argilosos, em solos profundos de vários metros
e em solos de somente 50 a 70 centímetros de profundidade. Também são
pouco exigentes quanto à fertilidade do solo. Há laranjas razoáveis em
solos pobres. Convém, porém, evitá-los. Geralmente, os laranjais dos planaltos
do Sudeste (Guanabara, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e
São Paulo), os maiores do Brasil e dos maiores do mundo, crescem em solos
profundos de vários metros, bem drenados e férteis. Na baixada fluminense
e carioca encontram, porém, muitas vezes, o lençol freático à pequena
profundidade, prejudicando o pomar. Onde tal não ocorre, os laranjais
são enormes e muito produtivos.
Escolha das variedades:
A escolha das variedades a plantar depende da ecologia da zona em que
se situará o pomar, de suas finalidades e, até certo ponto, das preferências
do pomicultor
Multiplicação:
A multiplicação dos citros outrora se fazia exclusivamente por semente,
salvo raras exceções.
Plantio:
Previamente, ara-se profundamente o solo destinado ao pomar, exceto nas
encostas. Gradeia-se muito bem. Planta-se um adubo verde, podendo ser
um mucuna. O espaçamento entre as covas varia com a fertilidade do solo;
o método de cultura, a espécie, o porta enxerto... Até a clima deve ser
considerado, pois tem grande influência no crescimento das árvores.
Tratos culturais:
Não se fazem podas de formação. Podam-se os brotos dos porta-enxertos,
os ladrões, os ramos mortos ou doentes, bem como os mal dispostos. Enquanto
as laranjeiras crescem, nos solos pobres fazem-se culturas intercalares
de adubos verdes. Controla-se assim a erosão, evita-se que os raios solares
atinjam diretamente o solo e aduba-se. Os resultados são muito bons. Nos
solos férteis, podem-se fazer culturas consorciadas de feijão, soja, amendoim,
batatinha, arroz, etc. Estas culturas barateiam a formação do pomar.
Adubações:
A adubação é indispensável se desejam grandes safras. Uma laranjeira em
produção poderá receber, anualmente a seguinte mistura: sulfato de amônio,
1.250Kg; superfosfato, 2.750Kg; cloreto de potássio, 1.500Kg. Cada laranjeira,
portanto, receberá 5 quilos e meio de fertilizantes, anualmente.
Também poderiam ser empregados uns 10 litros de estrume e umas 400 gramas
de cinza de madeira.
Colheita:
Os citros começam a produzir comercialmente no terceiro ano se as mudas
forem boas e tiverem sido bem plantadas em bom solo e bom clima. Ademais,
devem ser bem cuidadas. A produção aumenta aceleradamente até 15º
ano. As árvores são, então, consideradas adultas.
Pragas e moléstias:
Os citros são muito sujeitos a pragas e moléstias. São tantas que há livros
que cuidam exclusivamente delas.
Insetos Cortadores:
Formiga saúva --- formicida
Formiga quenquém--- formicida
Formiga lava-pés--- formicida
Abelha de cachorro --- fogo
Brocas:
Combatem-se com injeção de formicida.
Pulgões:
Pulgão preto (aphideos) --- Calda de fumo ou Paration.
Pulgão verde (coccus) --- Emulsão de óleo nº 2.
Pulgão branco ( Icerya) --- Joaninha australiana.
Cochonilhas Floculosas --- Emulsão de óleo nº 3.
Escama-farinha --- Água de cal e enxofre.
Cabeça-de-prego --- Fumigação com ácido cianídrico.
Ferrugem --- Polvilhamento com flor-de-enxofre.
Tripes --- Calda sulfo-cálcica.
Bicho-das-frutas --- Pulverizações com DDT --- Paration-confeno-clorado.
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