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Melhor variedade: roxo-de-valinhos.
Época de plantio: junho
- julho.
Espaçamento básico: 3,5
x 2m.
Mudas necessárias: 1.400/ha.
Combate à erosão: linhas
de nível, terraços, patamares ou banquetas de nível, capinas alternadas.
Adubação por planta: plantio:
na cova: 20kg de esterco de curral; 1Kg de fosfato natural; 150g de cloreto
de potássio 500g de calcário magnesiano; em cobertura: 200g de Nitrocálcio,
em quatro parcelas; No pomar em formação: 40 a 60g de cada um dos nutrientes
- N P2O5 e K2O
- por ano de idade; No pomar adulto: após a colheita: 5kg de esterco de
galinha; 1kg de Superfosfato e 400g de cloreto de potássio; na vegetação:
três a quatro aplicações e 400g a 500g de sulfato de amônio.
Tratos culturais: manter
espessa camada de cobertura morta. Tratamentos fitossanitários, e poda
para manter a copa arejada, com 15 a 20 ramos;
Irrigação: aconselhável
nas estiagens da primavera.
Combate à moléstias e pragas:
no inverno: caiação do tronco; fungos: calda bordalesa ou similares; brocas:
Trichlorphon ou Fenitrothion .
Época de colheita: dezembro
- abril .
Produção normal: (frutos):
20 a 22t/ha.
Observações: na formação
de um figueiral, recomendam-se estacas enraizadas em viveiros livres;
de nematóides; evitar o aproveitamento de filhotes que se formam junto
do tronco das plantas adultas; a estaquia direta no campo é um processo
de multiplicação que pode ser conveniente. Cultura permanente.
Uso Nutricional
Os figos são consumidos frescos, secos,
preservados, cristalizados ou enlatados.
O valor nutritivo dos figos muda conforme a variedade e reside em seu
conteúdo de sais minerais e açúcar, sendo um dos
frutos de clima temperado que possui mais cálcio. Possui ainda
cobre, potássio, magnésio, sódio e traços
de zinco.
O figo é um fruto altamente energético. O conteúdo
de açúcares nos figos aumenta devagar nas primeiras etapas
do desenvolvimento e rapidamente no final, chegando a uma concentração
de 20,7% de açúcares no suco do fruto - sendo que o conteúdo
total de açúcares dos figos frescos varia de 13 a 20% e
dos figos secos de 42 a 62%. O açúcar presente está
na forma de açúcares invertidos. Nos figos secos, a distribuição
de açúcares é em torno de 50% de glucose, 35% de
frutose e 10% de sacarose.
O ácido principal nos figos maduros é o ácido cítrico,
contém também ácidos: acético, málico,
ascórbico, aspártico e oxálico. Das enzimas presentes,
a masi importante, é a ficina que tem uso como amaciador de carne.
Outras enzimas isoladas são peroxidase e lisozimas.
A proteína do figo é de bom valor biológico, contendo
todos os aminoácidos essências. Os mais abundantes são
o ácido aspártico e ácido glutâmico, sendo
pobre nos aminoácidos triptofano e metionina.
A textura do fruto vai mudando com o amadurecimento, ficando mais macio
quando está pronto para ser consumido. Isto acontece por ação
de enzimas que atuam na hidrólise do amido; na transformação
dos constituintes da celulose e pela conversão da protopectina
solúvel.
É importante consumir o figo com a sua pele - pois ela é
rica em fibras, proteínas, sais minerais, goma e mucilagem - tendo
o cuidado de lavá-lo bem, para retirar o pó branco que é
colocado para proteger o fruto de fungos.
O conteúdo do látex do figo é maior na fruta verde
e serve para coalhar o leite, sendo de 30 a 100 vezes mais potente que
o coalheiro preparado do fato dos animais ruminantes.
Uso medicinal
As folhas em cozimento são usadas
para dor de estômago.
Em Porto Rico e Argentina, usam 3 folhas secas fervidas por 15 minutos,
para baixar a glicemia. Por enquanto, em Cuba, Venezuela, Colômbia
e Curaçao, o cozimento das folhas é usado para tosse e problemas
do peito, como bronquite. Folhas aquecidas em água fervendo são
usadas como cataplasma sobre calos. O fruto é considerado um laxativo
suave, acredita-se que esse efeito seja provocado pela presença
da sacarose no fruto fresco e na fruta seca, pelas sementes que não
são digeridas, como também pela pele rica em fibras. Na
farmacopéia Britânica existem laxativos preparados a base
de figo - sena -casca sagrada e ruibarbo. Os figos cozidos no leite, usar
na forma de bochechos e gargarejos.
Na coqueluche, para aliviar a tosse, em jejum, utilizar um figo deixado
de molho no vinho ou álcool de cereais. Os figos são também
úteis na prevenção das anemias nutricionais, por
serem ricos em cobre e ferro.
Na china, os frutos ainda verdes cozidos com carne de porco, são
usados como tônico e também para aumentar o leite nas lactantes.
O leite e o látex que saem do fruto verde e do talo, são
cáusticos e utilizados sobre calos e verrugas. No México,
é usado para obstrução intestinal e aplicado em feridas
e abscessos. Por via oral, na Índia, é utilizado contra
vermes (trichiuria e áscaris), esse fato deve-se a ficina, enzima
proteolítica que digere vermes vivos. Deve ser administrado com
bicarbonato de sódio para evitar ser destruído pelo ácido
clorídrico do estômago.
A casca do tronco cortada fina e colocada dentro da narina, serve para
estancar hemorragias.
Outros Usos
As folhas amassadas são aplicadas
no rosto para clarear manchas. Obs.: Não ficar no sol para evitar
a dermatite causada pelo efeito tóxico do bergapteno.
Composição Química
A folha contém grande número
de compostos entre eles: xantotaxol, marmesina, bergapteno, quercitina,
rutina, isoquercitina, estiguimasterol, sitosterol, tirosina, ácido
cerotírico, ficusina, glutamina e papaína. Sais Minerais
como cálcio sílica e potássio. Enzimas como protease,
lipase e diastase. O látex ou leite, contém enzimas proteolíticas
e ficina.
Na fruta fresca, os principais ácidos são: cítrico,
acético, pequenas quantidade de ácido málico, bórico
e oxálico. O conteúdo de ácidos vai de 0.1% a 0.44%,
como o ácido cítrico. Contém também goma,
mucilagem e pentoses. As sementes produzem um óleo com predominância
de ácidos insaturados 85,66% e saturados 8,46%, sendo os principais
ácidos: oléico 18,99%, liniléico 33.72%, linolênico
32,95%, palmítico 5,23%, esteárico 2,18% e araquídico
1,05%.
Toxidade
A furanocumarina bergapteno, presente nas
folhas, apresenta fototoxicidade, produzindo dermatite, bolhas e hiperpigmentação
como resultado de contato com a planta e exposição ao sol.
Fonte:
Ervas e Saúde - Ano II - nº 3 - Editora Escala - Págs.
29, 31 e 48
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