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*Nome científico:
Cocos nucifera L.
Família: Palmae
Origem: Índia/Ásia
Características da planta: palmeira inerme, solitária,
de estipe cilindra, lisa, podendo chegar até a 20 m de altura.
Folhas de até 3 m de comprimento, com bainha de fibra grosseira
e cor castanha, pecíolo longo e cerca de 100 pinas (folíolos)
distribuídas em intervalos regulares. Fruto de forma ovóide,
com cerca de 15 cm de diâmetro que, quando maduro, apresenta coloração
castanha; possui polpa abundante de até 2 cm de espessura e a cavidade
central contém um líquido aquoso ou leitoso, conhecido como
agua-de-côco.
Características da flor: flores unissexuais, reunidas em
inflorescência ramificada (espádice) que se forma na axila
de cada folha. A espádice encerra-se em uma larga espata lenhosa,
que é composta por uma raque em que, em seus dois terços
superiores, situa-se um aglomerado de flores masculinas pequenas, medindo
apenas alguns milímetros, de coloração brancacenta
ou amarelo-claras e situam-se na parte basal da raque.
*fonte:
Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997
Melhores
variedades:
anão - verde e pernambuco.
Época de plantio:
início das chuvas.
Espaçamento:
8 x 8m.
Mudas
necessárias: 156/hectare.
Covas:
80 x 80 x 80cm.
Combate
à erosão: plantio em curvas de nível.
Culturas
intercalares: arroz, feijão, milho, soja, durante a formação.
Adubação:
na cova: colocar no fundo, até 1/3 da profundidade, uma camada de cascas
e fibras de, coco, lixo, folhas etc ., misturadas com terra da superfície;
o restante da cova ser preenchido com 30 litros de esterco de curral,
1.000g de calcário dolomítico, 500g de fosfato natural e 300g de cloreto
de potássio, misturados com terra da superfície; na frutificação, em março
e novembro, em cobertura , ao redor das plantas, em um raio de 1,5-2m:
400g de sulfato de amônio; 300g de superfosfato simples; 200g de cloreto
de potássio; 20 litros de esterco de curral.
Tratos
culturais: roçadas e coroamento.
Combate
à moléstias e pragas:
ceratostomela (fungo que causa a queda das flores e podridão do pedúnculo
dos frutos ) : pulverizar os cachos com Dithane M-45 a 2% a cada 20 dias.
Época
de colheita: o ano todo.
Produção
normal: 50 - 60 frutos/planta/ano.
Observações:
cultura permanente. Preferir terras férteis, com altitude inferior a 500
metros.
Uso Nutricional
O coco é uma
árvore da qual tudo se aproveita. No Brasil, o coco é usado
verde para beber a água, que é a mais pura, nutritiva e
completa bebida que a natureza produz nos trópicos. O ponto ideal
para se beber a água coco do verde, é em torno de 6-7 meses
depois que os frutos começarem a aparecer. Nessa fase se encontra
a maior concentração de sacarose, depois esta tende a diminuir,
na medida em que o coco amadurece. O principal constituinte da água,
é o potássio, que varia de acordo com a quantidade encontrada
nos solos.
A carne do coco maduro é um alimento importante na culinária
dos países tropicais. O leite ou creme obtido do coco fresco ralado,
serve como base no preparo de diversos pratos, tanto na culinária
doméstica, quanto na comercial. A Bahia é o estado brasileiro
onde o coco encontra sua maior expressão.
No processo de extração do óleo de coco, a torta
resultante é rica em proteína de 18 a 25% e em fibras. Porém,
pelo processo de industrialização, que utiliza altas temperaturas,
se produz a desnaturação da proteína, que não
fica adequada para o uso humano, sendo usado para a alimentação
de ruminantes. O bagaço resultante da extração caseira
do leite ou óleo de coco, por não utilizar o processo industrial,
pode e deve ser usado na confecção de bolos, pães,
etc., pois ela é rica em proteínas e fibras. De fato, em
vários Centros de Pesquisa da Índia, Inglaterra, Filipinas
e EUA, esforços estão sendo feitos para produzir, para consumo
humano, proteína, óleo e outros produtos a partir do coco
maduro fresco.
A farinha de coco na Índia e nas Filipinas, é preparada
a partir da extração do óleo para ser usada na alimentação,
especialmente em padarias e merenda escolar, podendo substituir a farinha
de trigo e leite, sem gordura em até 5%, sem afetar o valor e a
qualidade do produto.
Coco seco é outro produto muito usado na indústria de alimentação.
O coco seco, bem processado deve ser crocante, branco, com um sabor agradável
e doce do coco. O valor nutritivo é aproximadamente o seguinte:
gordura 67,50%, carbohidratos 5,9%, proteínas 9,3%, sais minerais
2,4% e fibras 3,9%.
Óleo de coco: para uso doméstico, é preparado a partir
do leite de coco fresco esquentado; com o calor, o óleo se separa,
então é retirado e coado.
Em nível industrial, é utilizado o processo hidráulico
junto com solventes químicos.
Óleos ricos em ácido láurico, como o de coco, têm
boa demanda na indústria de alimentos e na química, devido
a sua "baixa rancidade", sua facilidade de derreter e sua habilidade
de formar emulsões estáveis e espuma. Esses fatores têm
levado o óleo de coco a ser usado como óleo de cozinha,
gordura vegetal, substituto de gordura do leite em margarinas, biscoitos,
bolos, sorvetes e cremes para bolos, também substituto da manteiga
de cacau. Aliado a isso, o óleo de coco tem um maior "grau
de digestibilidade", que qualquer gordura, incluindo a manteiga e
isso é devido a seu alto percentual de glicerídios assimiláveis
(91%). Por isso foi usado como substituto da manteiga, especialmente na
confecção de margarina, porém com a introdução
de óleos hidrogenados na confecção de margarina e
gorduras vegetais, o óleo de coco perdeu seu lugar privilegiado
na indústria alimentícia, especialmente a partir da preocupação
de usar óleos poli-insaturados para evitar as doenças coronárias,
por aumento do colesterol. No entanto, estudos feitos com grupos na Polinésia,
que utilizam grande quantidade de óleo de coco na sua comida, encontraram
uma menor taxa de gordura no sangue que o grupo que consumia uma dieta
no estilo europeu. Por isso o consumo de gorduras saturadas ou insaturadas
na influência do nível de colesterol no sangue, ou de doenças
coro-nárias, deve ser analisada no contexto geral da dieta e do
estilo de vida das pessoas.
Uso Medicinal
A água de coco
é usada como diurético. Por seu alto conteúdo em
sais minerais, é usada nos casos de diarréia e cólera.
Por ser estéril, pode ser usada em caso de emergência para
hidratação parenteral (na veia). Experiência nesses
sentido foi feita em Bangok, Tailândia.
A água de coco com farinha de arroz, feito cataplasma, é
usada na China, em feridas gangrenosas e cabeça de prego (furúnculo).
Em Curaçao, o leite de coco feito na hora e a carne do coco maduro,
são usados para matar vermes. O leite de coco é usado, também
externamente, para tratar mastites (inflamação das mamas)
e erisipelas (vermelhão).
O óleo de coco é usado, com sal, para gripes e garganta
inflamada, é também um bom meio para fazer massagem.
A raiz do coqueiro, considerada adstringente, é utilizada para
baixar a febre, para diarréias e desinterias; em casos de aumento
do fluxo menstrual e em gargarejo para aliviar a dor de dente.
O cabelo de coco, depois de fervido, é efetivo contra diarréias
e sapinhos.
No Sri Lanca, as raízes são torradas feito pó e usadas
como pasta de dente. Também são utilizadas como desinfetante
para feridas e para gargarejar nos problemas de boca e garganta.
Composição
Química
A água de coco
verde é composta de água 95,5%, proteína 0,1%, gordura
- de 0,1%, carbohidratos 4%, cálcio 0,02%, fósforo - 0,01%,
ferro 0,5%. A proteína do coco tem uma proporção
dos aminoácidos arginina, alanina, cisteína (essenciais)
e serina maior do que aqueles encontrados no leite de vaca, daí
que em alguns lugares das Filipinas, esta água é usada para
alimentar crianças pequenas. Presença de vitamina C pode
variar de 2,2 a 3,7 mg/%, e vai diminuindo na medida em que o coco amadurece.
Possui também vitaminas do complexo B em pequena proporção.
Os sais minerais são iodo 105mg, potássio 312mg, cálcio
29mg, magnésio 30mg, ferro 0,10mg, cobre 0,04mg, fósforo
37mg, enxofre 24mg e cloro 183mg/100ml.
O óleo de coco possui os seguintes ácidos graxos: ácido
capróico 0,3-0,8%, caprílico 5,5-9,5%, cáprico 4,5-9,5%,
láurico 44-52%, mirístico 13-19%, palmítico 7,5-10,5%,
esteárico 1-3%, araquídico até 0,04%, oléico
5,8%, linoléico 1,5-2,5%.
O óleo de coco é rico em óleos saturados, em especial
ácido láurico e mirístico e contém uma grande
porcentagem de glicerol.
O glicerol é importante para o organismo, pois com ele o corpo
produz ácidos graxos saturados ou insaturados, de acordo com suas
necessidades. O glicerol é, também, um emulgato dai seu
uso na produção de cremes e pomadas. De todos os óleos
vegetais de uso industrial o de coco tem o mais alto valor de saponificação
e o mais baixo valor de iodo e de refração, o que significa
que o óleo de coco é excelente para o preparo de pomadas
cremosas.
A água de coco contém um fator de crescimento e é
utilizado em alguns laboratórios como meio de cultivo.
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