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CAQUI
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Origem O Caqui Diospirus kaki. É originário da Ásia, principalmente da China e do Japão. Chegou em São Paulo em 1890, ocorrendo a expansão da cultura, a partir de 1920 com a chegada dos imigrantes japoneses. É cultivado em quase todo o Brasil. O fruto é constituído por bagas grandes, vermelhas e doces, rica em açúcares e fibra. A fruta é rica em vitamina A e niacina, sendo recomendada na medicina caseira como regulador intestinal. Produção O estado de São Paulo é maior produtor nacional de caqui, possuindo uma cultura bastante desenvolvida e de relevante importância econômica. Produz 87.000 toneladas, numa área de 3.610 hectares. Os principais municípios produtores são: Mogi da Cruzes (40 %), Ibiuna (7 %), Guararema e Morungaba (5 % cada). Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O estado do Rio de Janeiro é um grande produtor em nível nacional. Melhores cultivares: taubaté, rama forte, fuyu, kaoru (IAC 13-6), pomelo ( IAC 6-22 ) e rubi (IAC 8-4) Época de plantio: transplante: junho - julho. Espaçamento básico: 7 x 5m; para o fuyu: 6 x 4m. Mudas necessárias: 285/ha; para o fuyu: 410/ha. Combate à erosão: plantio em linhas de nível e capinas em ruas alternadas. Adubação
por planta: Tratos culturais: capinas periódicas, podas de limpeza, tratamentos fitossanitários. Irrigação: aconseIhável nas estiágens. Combate à
moléstias e pragas: Época de colheita: A colheita do caqui paulista ocorre de fevereiro a junho, com pico nos meses de março a abril. A colheita fluminense se verifica de fevereiro a julho, concentrando-se nos meses de abril e maio. Produção normal: frutos: 15 a 30t/ha. Embalagem A qualidade da fruta é obtida na lavoura. A conservação dessa qualidade exige uma embalagem adequada que ofereça proteção, boa apresentação, identificação do tipo do produto, facilidade de ser transportada e armazenada. A comercialização do caqui é feita em embalagem de madeira e de papelão. Apresentaremos as principais embalagens e suas características, resultado da pesquisa feita entre os atacadistas e produtores. As dimensões, em centímetros, foram tomadas externamente. Segundo nossas observações e informações dos comerciantes, a tendência é a substituição da embalagem de madeira pela de papelão. Embalagem de Madeira Caixa "K" padrão (tipo Tomate) - pesa cerca de 24 kg, contém 120 a 170 frutos, mede 50,0 cm de comprimento, 36,0 cm de largura e 22,5 cm de altura. Caixa Tipo Pera - pesa cerca de 15 kg, contém 90 a 180 frutos, mede 59,0 cm de comprimento, 30,0 cm de largura e 20,0 cm de altura. Caixeta - pesa de 6 a 7 kg, contém 30 a 44 frutos dispostos em duas camadas, mede 41,0 cm de comprimento, 27,0 cm de largura e 14,0 cm de altura. Essa embalagem é comum na comercialização das variedades, preferencialmente na seguinte ordem, Taubaté, Rama Forte e Fuyu. Há uma tendência de ser fabricada em papelão. Classificação A classificação do fruto deve ser feita de tal forma que se obtenha a homogeneidade de formato, coloração, tamanho e diâmetro. É imprescindível que se identifique a qualidade do produto para a comercialização. Produtores, atacadistas, varejistas e consumidores devem ter o mesmo padrão para determinar a qualidade da fruta. Assim, obteremos melhores preços para produtores e consumidores, menores perdas e maior qualidade. Entretanto, ainda, não se tem uma classificação específica para o caqui, no mercado da CEASA-RJ. Porém, existem não muitas embalagens contendo a classificação por categoria, Cat 1, Cat 2, Cat 3 e Comercial, baseada na padronização da maçã, que considera a posição, profundidade e extensão das lesões nos frutos. Há necessidade de encontros entre produtores e atacadistas para definir e adotar uma classificação adequada para o mercado, com o apoio das entidades governamentais. Engº. Agrº. Mestre em Economia Rural. Chefe do Setor de Agronomia. E-mail: ivanaldoduarte@openlink.com.br Tel. 471-5271 (res) Técnico Agrícola. CEASA-RJ. Fonte dos dados: CEASA-RJ |
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