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CAFÉ
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*Nome
científico: Coffea spp. *fonte: Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997 Origem: nativo da Etiópia, e daí levado para a Arábia, de onde se propagou pelo mundo levado pelos árabes. Planta arbustiva pertencente ao gênero Coffea, tem nas espécies Coffea arabica L. e Coffea canephora Pierre, a sua maior expressão econômica, visto que são as espécies mais cultivadas nos grandes centros produtores de café. Embora existam cerca de 60 espécies, nem todas são amplamente conhecidas quanto ao seu potencial econômico. Cultivo do cafeeiro: Escolha do terreno: - declividade: - maior que 15 a 20 %, inviabiliza a mecanização agrícola; - entre 30 e 40%, manejo realizado com uso de tração animal; - entre 60 e 70 %, manejo realizado apenas manualmente. - profundidade: a cultura do cafeeiro se desenvolve melhor em solos profundos, com boa capacidade de retenção de água. Deve-se evitar solos com mais de 15% de cascalhos e com leito rochoso superficial, fatores que dificultam a mecanização agrícola e prejudicam o bom desenvolvimento da culura. - calagem e adubação: devem ser feitas tendo por base os resultados da análise de solo, seja na implantação da cultura ou em culturas já instaladas. - conservação do solo: devem ser adotadas práticas conservacionistas baseadas em estudos da área da propriedade. Normalmente são utilizadas 2 tipos de práticas de controle da erosão, complementares entre si - as vegetativas e as mecânicas. Condições climáticas: o cafeeiro se desenvolve melhor em áreas com temperatura entre 18 e 24 oC, não tolerando temperaturas inferiores a 18 oC ou que em alguns dias do ano fique próxima ou abaixo de 0 oC. Áreas sujeitas à geadas não são recomendadas para esta cultura. Para um bom desenvolvimento, a precipitação anual deve estar na faixa de 600 a 1500 mm anuais, bem distribuídos ao longo das estações do ano. Época de plantio: janeiro a março ou com irrigação durante a seca. Época de colheita: abril a setembro. Espaçamento: dependerá da escolha do sistema de plantio, se o convencional ou adensado (cultiva-se de 5 mil a 10 mil plantas por hectare). Escolha das variedades: consultar Instituições de Pesquisa ou Órgãos Governamentais ligados à Agricultura, que indicarão as melhores variedades e cultivares para a região onde se situa a propriedade. Estas Instituições realizam pesquisas que visam determinar as espécies, variedades e cultivares mais propícias para cada Estado brasileiro. Sementes ou mudas necessárias: 1kg contém de cinco a sete mil sementes despolpadas que produzem cerca de quatro mil mudas aproveitáveis. Espécies: Coffea arabica L. - espécie mais cultivada no continente americano. Origem: regiões de altitude mais elevada, de clima úmido e de temperaturas amenas. Apresenta restrições quanto a temperatura média anual, que deve situar-se na faixa de 18 a 22,5 oC. Altura: até 4m. Raiz: uma principal, que se ramifica nas primeiras camadas do solo. Ramos: os primários são longos e flexíveis, havendo ramificações secundárias e terciárias. Folhas: cor verde escuro, tamanho médio (13,4 x 5,0 cm), opostas, elípticas, com lâmina brilhante. Flores: são agrupadas em inflorescências. Frutos: são de superfície lisa e brilhante, possuem dimensão de 1,5 cm por 1,1 cm; coloração vermelha ou amarela de acordo com a variedade. Sementes: dimensão de 0,9 por 0,7 cm, oblongas, plano-convexas, de cor esverdeada. Coffea eugenioides Moore - os arbustos se assemelham aos de algumas das variedades do Coffea arabica, como por exemplo "Laurina" e "Mokka". Folhas: cor verde-clara, pequenas e finas. Flores: pequenas. Frutos: pequenos, medem 1,1 cm de comprimento e 0,8 cm de largura; coloração vermelho-brilhante e superfície lisa. Sementes: são pequenas (aproximadamente 0,5 cm de comprimento) e de cor verde-escuro. Região de ocorrência: países africanos como Uganda, Quênia, Tanzânia, Congo, Ruanda. Coffea congensis Froehner Altura: em média 4m e normalmente multicaule. Folhas: cor verde-clara, de formas onduladas semelhantes às da C. stenophylla. Frutos: são ovóides, medindo 1,3 cm de comprimento por 0,9 cm de largura; cor vermelho-escuro, quando maduros. Sementes: são de cor verde, e medem 0,8cm de comprimento por 0,7cm de largura. Região de ocorrência: natural das proximidades do rio Congo, se desenvolvendo melhor em áreas inundáveis. Coffea canephora Pierre Altura: atinge até 5 m em regiões de clima quente e úmido, sendo normalmente multi caule. Folhas: são grandes e medem de 9 a 20 cm, elípticas, lanceoladas com bordos bem ondulados, nervuras salientes e cor de um tom de verde mais claro que o das folhas do Coffea arabica. Flores: são de cor branca, em grande número por inflorescência e por axila foliar. Frutos: formas variadas entre as diferentes variedades. Medem em média 1,5 cm de comprimento por 1,2 cm de largura. Quando maduros são de cor amarela ou vermelha e de superfície lisa. Sementes: são de cor verde-claro e com película prateada aderente; medem em média 1,0 cm de comprimento e 0,7 cm de largura. Características e finalidade: o endosperma é rico em cafeína, menos aromático e apresenta grande quantidade de sólidos solúveis. O café obtido do Coffea canephora, cuja bebida é denominada como neutra, é utilizado como lastro nas misturas com café de sabor mais acentuado, dessa maneira originando um produto de sabor mais agradável. Região de ocorrência: nativo das florestas equatoriais e regiões de savanas da África. Algumas variedades da espécie Coffea arabica L. - Coffea arabica L. var. Tipica Nomes comuns: Nacional, Arábica, Comum ou Sumatra. Altura: 2 a 3m. Ramos: os laterais primários são levemente pendentes e os secundários e terciários não são muito abundantes. Folhas: cor verde-escuro nas já desenvolvidas e cor bronze nas mais novas.; são elípticas, levemente coriáceas, com lâmina e margem pouco onduladas. Flores: apresentam corola branca. Frutos: de forma oval-elíptica, lisos e brilhantes. Sementes: são de cor verde. - Coffea arabica L. var. Angustifolia Altura: 1 a 2 m Folhas: longas e estreitas; cor bronze e às vezes amarelas, quando novas; adquirem cor verde-escuro ao atingirem o pleno desenvolvimento. Flores: são semelhantes às da variedade Típica. Desvantagem: pouco vigorosa, às vezes multi-caule, e de baixa produção. - Coffea arabica L. var. Cera Suas características são semelhantes às da variedade Típica, com exceção das sementes que são amarelas. Utilidade: embora não tenha valor comercial, é utilizada nos trabalhos de determinação da taxa de polinização cruzada. - Coffea arabica L. var. Mokka O nome desta variedade não está relacionado com o café tipo comercial de "sementes moca", caracterizadas pela presença de uma única semente no fruto. Altura: 1 a 2m e copa com forma cônica Ramos: os laterais são curtos. Folhas: pequenas. Flores: são um pouca menores que as da variedade Típica. Frutos: são de formato esférico e pequenos. Sementes: pequenas. Finalidade: produz café de boa qualidade e apresenta maior quantidade de sólidos solúveis. Região de ocorrência: é possível que seja originária da ilha Reunião, localizada no Oceano Índico, na costa Sudeste da África. - Coffea arabica L. var. Erecta Características: o que a diferencia das plantas da variedade Típica é a sua copa de forma ereta, cujos ramos laterais formam, em média, ângulos de 26 o com a haste principal. Vantagem: não apresenta dimorfismo dos ramos, o que a torna propícia para uso na enxertia, por originar plantas sempre eretas. - Coffea arabica L. v. Bourbon Origem: data de 1859 a introdução desta variedade no Brasil, que a partir de 1875 foi plantada na região de Cravnhos-SP e Ribeirão Preto-SP, daí se expandindo para outras regiões do Estado de São Paulo. Características: a diferenciação das variedades Típica e Bourbon se torna difícil devido a semelhança das características utilizadas para diferenciá-las. No entanto algumas diferenças podem ser notadas, entre elas, estão as ramificações secundárias do Bourbon que são mais densas, de internódios curtos e brotação de cor verde. Quanto a folha, esta forma um ângulo maior com a nervura principal e é ondulada nos bordos. Os frutos são menores e as sementes são mais curtas e mais arredondadas. Alguns cultivares da espécie Coffea arabica L. - Coffea arabica L. cv. Bourbon Amarelo Origem: selecionada na região de Jaú-SP, em populações provavelmente derivadas de híbridos naturais entre Bourbon Vermelho e Amarelo de Botucatu. Características produtivas: a produção entre as progênies é bastante variável. No geral a maturação dos frutos é precoce, no entanto parecem ser mais susceptível à ferrugem que Mundo Novo e Catuaí. Finalidade: cultivar pouco utilizada em plantios de lavouras comerciais, sendo cultivada em regiões de altitude mais elevada, devido à precocidade. Coffea arabica L. cv. Mundo Novo Origem: provavelmente originária do cruzamento natural entre as variedades Sumatra e Bourbon Vermelho. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) realizou a seleção de plantas matrizes, prosseguindo com os trabalhos de seleção entre e dentro das progênies visando eliminar vários defeitos presentes na população original. Características: a conformação geral da planta do cafeeiro, embora variável entre progênies, é boa e apresenta muitos ramos secundários produtivos. A cor dos brotos é verde-clara ou bronze, de acordo com a progênie. Altura: média de 3 m; desenvolve bom sistema radicular. Frutos: são de cor vermelha. Características produtivas: alta produção de café beneficiado, composta de aproximadamente 90% de grãos tipo chatos, aliada a um bom vigor vegetativo e longevidade. Os frutos apresentam boa precocidade e uniformidade de maturação em razão do número de floradas significativas, que são em número de três, com a primeira produzindo 10%, a segunda 80% e a última 10%, propiciando um café de melhor qualidade, pela baixa porcentagem de grãos verdes obtidos da colheita. - Coffea arabica L. cv. Acaiá. Origem: obtida a partir de plantas da cultivar Mundo Novo, que tinham como características boa produtividade e sementes grandes. Altura: em média 4,2 m, com ramos secundários menos produtivos que outras progênies de cultivares Mundo Novo. Copa: diâmetro médio de 1,8m. Brotos: em geral são de cor bronze. - Coffea arabica L. cv. Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo Origem: obtidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), através do método de hibridização entre cafeeiros da variedade Caturra Amarelo selecionados pelo vigor e produtuvidade. Altura: aproximadamente 2m. Características gerais: sistema radicular bem desenvolvido; internódios mais curtos e ramificações secundárias mais abundantes. Brotos: são de cor verde-claro. Folhas: são de cor verde-escura brilhante. Características produtivas: as melhores progênies são de porte reduzido, o que permite plantios adensados, além de terem a mesma capacidade produtiva do Mundo Novo. Em regiões de altitude elevada e clima ameno, a maturação é mais tardia e desuniforme, devido a ocorrência de vários florescimentos durante a primavera. - Coffea arabica L. cv. Rubi Origem: obtida do retrocruzamento de Catuí Vermelho e Catuí Amarelo para Mundo Novo. Altura: em torno de 2m. Diâmetro médio da copa: 1,8m, aos sete anos. Frutos: são de cor vermelha quando maduros. Folhas: quando novas, são de cor bronze. Características gerais: semelhantes as do Catuí; as ramificações secundárias são abundantes, com angulação de ramos aberta. Características produtivas: alta produtividade e vigor vegetativo; é um pouco mais precoce e uniforme na maturação que a Catuí, com maturação intermediária entre Catuíe Mundo Novo. - Coffea arabica L. cv. Topázio Origem: obtida do retrocruzamento de Catuí Amarelo para Mundo Novo. Altura: em média 2m. Diâmetro da copa: 1,9 m. Frutos: cor amarela. Características gerais: ramificações secundárias abundantes. Características produtivas: alta produtividade e vigor vegetativo, sem apresentar seca de ramos produtivos. A principal característica é a uniformidade de maturação dos frutos, fator que se deve à maior regularidade de florescimento, e a maturação intermediária entre Mundo Novo e Catuí. - Coffea arabica L. cv. Icatu Origem: obtida pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), tendo como característica resistência à maioria das raças do patógeno causador da ferrugem alaranjada do cafeeiro. Altura: em média 3m Características gerais: sistema radicular bastante desenvolvido e abundância de ramificações produtivas secundárias. Folhas: quando jovem , a cor é variável, do verde ao bronze escuro. Frutos: de cor verde ou vermelha, conforme a variedade. Características produtivas: em função do período de maturação dos grãos ser variável, foi possível a seleção de cultivares precoces (em média, em 40 dias, antes da cultivar Mundo Novo), média e tardia (tem as mesmas características do café Robusta). - Coffea arabica L. cv. Catimor Origem: produto do cruzamento entre plantas da variedade Caturra e do Híbrido de Timor (provável cruzamento natural entre as espécies Coffea arabica e Coffea canephora). Características produtivas: são precoces na produção e maturação dos frutos, resistentes ao agente patógeno da ferrugem e produtividade semelhante à do Catuí, até o quarto ano de produção. No entanto apresentam como pontos negativos baixo vigor vegetativo e pequena longevidade. Principais Doenças do Cafeeiro Ferrugem do cafeeiro: doença de maior impacto econômico na cultura do café, podendo gerar redução de 20 a 30% na produção por hectare. É causada pelo fungo Hemileia vastatrix. Sua ocorrência está ligada a fatores bióticos (cafeeiro e patógeno) e abiótico (ambiente). Fatores bióticos relacionados com o cafeeiro: - alta densidade ou culturas totalmente compostas de variedades de café susceptíveis ao patógeno. Como alternativa para se diminuir a infestação e consequentemente reduzir o número de aplicações de fungicidas, adota-se o plantio de cultivares mais resistentes à doença. - o rápido enfolhamento, devido ao crescimento vegetativo após o início das chuvas, principalmente quando a temperatura está entre a faixa de 21 e 23 0C, propiciam o desenvolvimento do patógeno. Fatores bióticos relacionados com o patógeno: - virulência do patógeno. No Brasil existem aproximadamente 8 raças virulentas ao cafeeiro, sendo que todas as variedades de café são atacadas pela doença em maior ou menor intensidade. As espécies de café mais susceptíveis a esta doença são a Coffea arabica e a Coffea liberica. - algumas espécies de fungos exercem certo controle biológico da Hemileia vastatrix. Assim, é importante o equilíbrio biológico da lavoura, evitando-se a aplicação de produtos químicos (inseticidas, fungicidas e herbicidas) de maneira indiscriminada, evitando-se a diminuição da população de inimigos naturais. Fatores abióticos que contribuem para o desenvolvimento do patógeno: - os agentes que favorecem a germinação e penetração das formas infestantes através dos estômatos das folhas, são a água, temperatura na faixa de 21 a 23 0C e incidência direta da luz. Maneiras de minimizar o desenvolvimento da doença: - formar a lavoura utilizando espécies, variedades ou cultivares mais resistentes, recomendadas para cada Estado do Brasil, por Instituições de Pesquisa ou Órgãos Governamentais; usar medidas culturais, tratamentos preventivos e controle químico adequado (visando o equilíbrio ecológico da cultura) e adubações adequadas. Ter assistência de um técnico capacitado. Cercosporiose Doença causada pelo fungo Cercospora coffeicola Berk e Cook, que provoca a queda de frutos e folhas. É comum em todas as regiões cafeeiras do Brasil e do mundo. Esta doença tem estreita relação com a nutrição mineral das plantas e fatores climáticos. Condições que favorecem o desenvolvimento da doença: - Umidade relativa alta, temperatura baixa e excesso de insolação. A doença se propaga através de insetos e água (chuva e irrigação). Em viveiros, além dos fatores climáticos, os substratos pobres em matéria orgânica, sem correção do solo ou realizada de maneira inadequada, e em solos muito arenosos ou argilosos, favorecem o surgimento da doença. É comum o ataque dos fungos em plantios realizados no início do período da seca. O déficit hídrico, os ventos frios ou condições adversas que podem ocorrer após o plantio, predispõem as mudas ao ataque que são mais severos, se o preparo das covas e sulcos de plantio for inadequado. Em lavouras adultas, além das condições climáticas a nutrição deficiente e/ ou desequilibrada, solos argilosos, arenosos ou compactados, assim como sistema radicular deficiente e pião torto favorecem o desenvolvimento da doença. Desequilíbrios da proporção nitrogênio/potássio também favorecem o desenvolvimento da doença. Medidas de controle: - Viveiros: Devem ser instalados em lugares secos e arejados, evitando umidade alta e baixas temperaturas, ventos frios ou excesso de insolação O substrato utilizado para o desenvolvimento das mudas deve ser de boa porosidade e textura, rico em matéria orgânica, complementada com adubos químicos. Realizar adubações de cobertura ou foliares, somente quando necessárias. Acompanhar o desenvolvimento das mudas e se surgirem sinais da doença realizar o controle, utilizando fungicidas recomendado por técnico capacitado. - Fases de plantio e pós-plantio: É necessário um bom preparo do solo, para tanto realizando-se com antecedência análise do mesmo e as correções adequadas de acordo com os resultados da análise. Realizar um bom preparo das covas e dos sulcos de plantio, seguindo sempre um plano de adubação e nutrição, incluindo uma fonte de composto orgânico, seguindo sempre as orientações de técnico capacitado. Estar preparado para realizar controle químico, principalmente para plantios feitos no final do período chuvoso, pois com o início da estação seca, o excesso de insolação, ventos e deficiência hídrica favorecem a ocorrência da doença. Quando as mudas estiverem pegas, adubações de cobertura com uma fonte de nitrogênio diminuem a incidência da doença. - Lavouras adultas: Planejamento de adubações em proporções adequadas de nitrogênio e potássio, evitando o desequilíbrio da parte aérea e sistema radicular, fator que favorece o desenvolvimento da doença, principalmente por ocasião das primeiras produções dos cafeeiros. Deve-se ainda realizar periodicamente análise foliar, para avaliação do estado nutricional das plantas. Roseliniose Doença também conhecida por mal-de-quatro anos, causada pelo fungo Rosellinia spp, que ataca o sistema radicular. É de maior ocorrência em lavouras novas e em plantios realizados em terras anteriormente ocupadas por florestas. Por ocasião das capinas, ferimentos na região do colo e das raízes superficiais, favorecem a colonização do fungo, sendo as condições ideais para o seu desenvolvimento, altas temperaturas e precipitações, aliada a baixa insolação. Medidas de controle: Alguns cuidados devem ser tomados quando a implantação da lavoura for em áreas anteriormente ocupadas por matas ou florestas. Deve-se, quando possível, realizar a remoção total dos tocos de árvores, e a catação de pedaços de madeira e raízes antes e após a aração, pois o fungo se desenvolve em tocos, raízes e matéria orgânica em decomposição. Em lavouras adultas, os cafeeiros atacados devem ser arrancados e queimados. Mancha aureolada Doença causada pela bactéria Pseudomonas garçae, caracterizada por um halo amarelo ao redor das lesões. Os prejuízos são maiores quando ataca as mudas do cafeeiro, embora também ataque a planta adulta. - Fatores que favorecem o desenvolvimento da doença: Lavouras situadas em áreas de alta altitude, sem proteção contra ventos fortes, com ocorrência de chuvas de granizo e frio intenso, são mais susceptíveis ao ataque da doença. Medidas de controle: - Viveiros: devem ser instalados em áreas não sujeitas à ventos frios ou que tenham boa proteção lateral. Implantação de lavouras: quando não for possível formar a lavoura em áreas livres de ventos frios, fazer uso de quebra ventos. - Controle químico: para mudas ou lavouras novas é feito através de antibióticos, recomendados por técnico capacitado. Para lavouras adultas, deve-se fazer o cálculo da relação custo/benefício, antes de se decidir por este método de controle. Phoma do cafeeiro Doença causada por fungos da espécie Phoma, que penetram e causam infecção em brotos, frutos e folhas, tanto na presença como ausência de ferimentos. Fatores ambientais que favorecem a ocorrência da doença: - altitudes mais elevadas, susceptíveis a ventos frios; - clima ameno e alta umidade; - períodos intermitentes de frio e vento frio, chuva e altitude acima de 1000m. Medidas de controle: - evitar a instalação da cultura em áreas sujeitas a ventos frios e fortes; - em culturas já implantadas, fazer uso de quebra-ventos tecnicamente orientados; - realizar adubações adequadas, tendo por base o resultado de análise do solo; - o controle químico é recomendado para lavouras situadas em regiões de ocorrência de chuvas contínuas e temperaturas baixas, durante o período de florescimento e início de frutificação, principalmente quando na região é comum a ocorrência da doença. Mancha de Ascochyta Doença causada pelo fungo Ascochyta coffeae, detectada pela primeira vez em mudas de viveiros. Além de mudas, ataca o cafeeiro adulto, provocando a desfolha. É ainda pouco estudada, sendo a sintomatologia confundida com a Phoma sp.. Condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença: - os fungos da espécie Ascochyta se desenvolvem melhor em épocas frias e úmidas. Medidas de controle: - são recomendadas as mesmas medidas utilizadas no controle da Phoma sp., exceto o tratamento químico, que é feito com outros produtos.
Manejo Integrado das Principais Doenças do Cafeeiro. In: Revista Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v.19, n. 193, p.27-35, 1998. Links: http://www.mict.gov.br/spb/spbindese.htm http://www.agridata.mg.gov.br/incafe.htm |
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