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Melhores variedades: cayenne
(smooth cayenne) , pérola (pernambuco) e boituva (amarelo comum).
Época de plantio: o ano todo.
Espaçamento: Variedades
pérola e boituva : plantio em linha simples : 1 x 0,40m.
Variedade cayenne: plantio em linhas duplas : 0,90 x 0,45 x 0,30m.
Mudas necessárias: 25-50
mil / hectare.
Combate à erosão: plantio
em linhas de nível ; terraçamento .
Adubação e calagem:
dois a três meses antes do plantio , por hectare: até 3t de calcário
dolomítico incorporadas ao solo ; depois do plantio , para a primeira
safra por planta : até 50g de sulfato de amônio (ou o equivalente
em uréia ou nitrato de amônio) ; até 10g de superfosfato simples e até
30g de sulfato de potássio, distribuídos em três parcelas crescentes :
a primeira, em cobertura junto as linhas de plantio; as demais, nas axilas
das folhas basais, sem deixar cair adubo dentro da roseta foliar ;
para cada soca, por rebentão: metade das doses indicadas para a primeira
safra .
Combate à ervas más: capinas
e emprego de herbicidas, como o diuron e derivados de triazina.
Combate à moléstias e pragas:
gomose : ainda não se conhece produto eficiente;
podridão-negra : pincelamento da seção de pedúnculo do fruto com uma solução
alcoólica de ácido benzóico a 10% ou de Benomil na concentração de 2.000
ppm;
broca-do-fruto : polvilhamentos e pulverizações, nas inflorescências e
frutos novos, com paration metílico, diazinon, malathion, a cada 8 ou
10 dias;
cochonilha : tratamento das mudas e plantas com um dos inseticidas citados
;
formiga - lava - pés : bom preparo do solo e incorporação de aldrim, na
base de 6Kg de princípio ativo por hectare, antes do plantio.
Época de colheita: janeiro
- fevereiro, ou o ano todo, induzindo-se a iniciação floral com carbureto
de cálcio, acetileno ou hormônios vegetais ( ácido alfanaftalenoacético,
ácido 2-cloroetano fosfônico etc. )
Melhor rotação: adubos verdes.
Produção normal: 20-45 mil
frutos/hectare/safra.
Observações: pode ser cultivado
em todo o Estado, exceto nas áreas sujeitas ao encharcamento e às geadas.
A variedade cayenne tem as folhas praticamente sem espinhos, é a mais
adequada para industrialização e também se presta muito bem para o consumo
ao natural. As duas outras citadas servem apenas para a comercialização
in natura e têm as margens das folhas armadas de espinhos.
Os principais tipos de mudas são os filhotes e os rebentões, cuja inserção
ocorre, respectivamente, no pendúculo do fruto e no talo da planta.
No caso da variedade cayenne - cujas mudas são de preço elevado - além
desses tipos, também é indicado o uso da coroa dos frutos destinados á
industrialização e de plântulas (mudas resultantes do enviveiramento de
seções dos demais ou do próprio talo do abacaxizeiro).
De cada cultura, convém explorar uma ou duas safras.
Para prevenir pragas e moléstias, evitar locais ou proximidades de abacaxizais
em mau estado sanitário e mudas deles provenientes.
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