ABACATE
 
ENCICLOPÉDIA

Originário do México e América Central, o abacateiro foi introduzido no Brasil em 1809. Botanicamente, pertence à família Lauráceae, da qual fazem parte a caneleira e o sassafrás. Suas flores embora hermafroditas, apresentam protoginia, pelo que os cultivares são classificados nos grupos A e B. Por essa razão, para assegurar efetiva polinização, recomenda-se o interplantio de cultivares de ambos os grupos. O fruto é rico em proteínas e vitaminas A e B, encerra quantidade variável de óleo na polpa (5-35%), e é de grande utilização na indústria farmacêutica e de cosméticos.

Cultivares: mercado interno: Simmods (A), Barbieri (limeirão) (B), Collinson (A), Quintal (B), Fortuna (A), Breda (B), Reis (B), Solano (B), Fuerte (B), Ouro Verde (A) e Campinas (B). Mercado externo e/ou industrialização: Tatuí (B), Fuerte (B), Hass (A) e Wagner (A).

Época de plantio: período das chuvas, ou fora dele com irrigação.

Espaçamento: 10 x 10m ou 10 x 9m.

Mudas necessárias: 100-120/hectare.

Dimensão das covas: 40 x 40 x 40cm.

Técnica de plantio: irrigar a muda e proteger-lhe o tronco do sol até sua completa adaptação.

Controle da erosão: plantio em nível e capinas em ruas alternadas nos terrenos mais declivosos, ou uso de roçadeira no período mais chuvoso.

Calagem e adubação: com base na análise de solo, elevar o índice de saturação em bases 60%, utilizando o calcário domilítico. Adubação por cova: 20 litros de esterco de curral, ou 4 litros de esterco de curral, ou 4 litros de esterco de galinha, 100g de P2O5 e 50g de K2O, 30 dias antes do plantio, complementando com 20g de N, aos 30-90 e 150 dias após o plantio. No pomar em formação (2o e 3o ano): aplicar os adubos fosfatados e potássicos em março, de uma só vez, o nitrogenado em três vezes no início, meado e fim do período chuvoso, nas seguintes quantidades: 150g de N, 100-200g de P2O5 e 100-200 de K2O. No pomar em produção: aplicar 150g de N, 50-80-120g de K2O por planta, por caixa de frutos colhidos ou esterados, por ano. Se utilizar adubos simples, parcelar o nitrogênio em três aplicações, no início, meado e fim do período chuvoso, e o fósforo e potássio em duas, no início e no fim do período chuvoso. No caso de adubo formulado, efetuar as aplicações em três parcelas, início, meado e fim das chuvas.

Outros tratos culturais: capinas mecânicas no período seco e roçadeira no período das chuvas.

Controle de pragas e moléstias: formigas-cortadeiras: formicidas na forma de gases liqüefeitos, pós, líquidos ou iscas granuladas; coleópteros (besouro-de-limeira e besouro-amarelo): inseticidas fosforados; lagarta-das-folhas e do-fruto: inseticidas fosforados (retirar e destruir os frutos atacados do pomar); coleobrocas: manutenção do pomar no limpo, caiação do tronco e ramos mais grossos com a seguinte mistura: 250ml de carbolíneo + 2,5kg de cal virgem + 10 litros d’água + espalhante adesivo, cochonilhas: óleo mineral a 1% + inseticida fosforado na metade da dose usual; tripses: inseticidas fosforados, antracnose, verrugose e cercosporiose: pulverizações com fungicidas cúpricos, ditiocarbamatos, carbamatos e Benomil no florescimento, frutificação e segundo fluxo vegetativo (janeiro-fevereiro); gomose: mudas sadias e plantios em solos profundos e bem drenados, murcha-de-verticílio: mudas sadias e instalação do pomar distante de plantas hospedeiras do patógeno (tomate e batata); podridão-das-raízes (roselineose): evitar a instalação imediata do pomar em terras recém-desbravadas.

Colheita: o ano todo, com o pico de produção em março-abril.

Fonte:IAC   Boletim 200