BURITI
 
ENCICLOPÉDIA

Também conhecida como miriti, é a nossa mais alta palmeira nativa (chega a 50 m), e também a mais elegante. Aparece solitária ou em grupos, os buritizais, em terrenos alagados ou brejos de baixadas. Sua presença no alto de serras indica a existência de fontes de água nas proximidades. O tronco (espique) é ereto, cilíndrico e robusto (cerca de 50 cm de diâmetro). As folhas em forma de leque chegam a medir 5 m de comprimento por 3 m de largura. As flores se reúnem em cachos de até 4 m de comprimento e produzem um coquinho amarelo com escamas de polpa avermelhada e uma amêndoa também comestível.
O espique, quando recebe um pequeno corte, deixa escorrer um líquido cor-de-rosa adocicado, de gosto agradável e refrigerante, qu contém 50% de glucose. Fermentado, o líquido se transforma no conhecido "vinho" de buriti.
O broto terminal do tronco produz um ótimo palmito. As folhas servem para cobrir construções rurais e com elas se fazem também esteiras e redes. O fruto fornece óleo comestível, que também serve para amaciar e envernizar couros e peles. Da polpa do fruto se faz um doce que movimenta o comércio de certos locais no interior de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Mas a buriti (Mauritia vinifera) surge numa área bem mais vasta, entre o Pará e São Paulo.