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MERINO
SUL AMERICANO
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Em 1813, fizeram-se na Argentina as primeiras importações de Merinos da Saxônia, os quais foram empregados sobre ovelhas crioulas , em parte já com algum sangue Merino. Somente 50 anos mais tarde se iniciaram importações de Rambouillets que logo adquiriram grande fama, absorvendo, a partir de 1880 praticamente os Merinos primitivos especializados exclusivamente para lã . Seguiu-se uma seleção, que pretendia satisfazer os ideais dos criadores, e em 1900 estava criado o Merino Argentino, como é conhecido na República Argentina, ao passo que no Uruguai é conservado o nome de Rambouillet. Por esta razão, é preferível a denominação de Merino Sul Americano. Na realidade, esse tipo Merino resultou de uma mistura de variedades de procedências diversas introduzidas em épocas sucessivas, com a finalidade de melhorar a primitiva ovelha espanhola. A variedade que maior influência exerceu sobre a formação do Merino Sul Americano foi o Rambouillet francês, embora tenham contribuído, com menor intensidade, as variedades Electoral, Negretti e Vermont. Descrição Peso de 40 a 65 Kg na ovelha e 60 a 90 no carneiro. Velo Lã de comprimento de 7 ou mais cm e finura de 20 micros, fina, suave, gordurosa, em velo compacto de ponta parelha; fibras separadas em mechas quadradas, onduladas uniformemente e com ondulações bem nítidas. Cor indo do branco-creme ao amarelo-citrino. A lã deve cobrir bem todo o corpo do focinho aos cascos, não devendo rarear nem no escroto nem no ventre. As orelhas são cobertas dum pêlo curto e lanudo. Os pêlos do focinho são suaves e sedosos, brancos, e as narinas rosadas. A lã não deve perturbar a visão. A pele é muito fina e rosada, apresentando 3 a 4 longas pregas não terminadas em ponta, no pescoço. Cabeça larga e bem arqueada, com o perfil do chanfro preferivelmente romano , com uma ruga transversal. Focinho forte e lábios grossos, cor branco-rosada, livre de pêlos. Olhos geralmente grandes, acusando vigor, com pálpebras bem ajustadas ao olho, sem pregas, pestanas fortes e bem inseridas. Chifres só nos machos, grossos, mas sem exagero, com base triangular, em espiral, com ponta plana, apresentando um sulco longitudinal profundo no bordo superior e com rugas transversais bem pronunciadas. Orelhas de tamanho bem proporcionado, grossas, sem pêlos e geralmente total ou parcialmente cobertas de lã; horizontalmente inseridas e bem distanciadas entre si. Pescoço curto, cheio e forte, mantendo a cabeça levantada, com 3 a 4 pregas largas e distintas. Corpo cilíndrico, sem rugas, com o comprimento igual ao dobro da altura do costado. Peito desenvolvido, regularmente profundo. Tórax volumoso com costelas bem arqueadas. Paletas afastadas nas cruzes, ligeiramente acima da linha dorsolombar. Dorso e lombo direitos, regularmente carnudos. Ancas apertadas e garupa redonda, porém não caída, com cauda alta. Quartos posteriores fechados. Ventre um pouco recolhido. Conjunto harmonioso. Membros - Os braços e pernas devem ser muito fortes, todavia tendem a ser deficientes; de tamanho médio. Garrões pronunciados e cascos fortes. Aprumos irregulares são comuns e devem ser eliminados. Aptidões e outras qualidades |
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