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KARAKUL
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O carneiro Karakul é originário da Bucária, Turquestão russo, na Ásia Central, uma região muito seca, de clima rigoroso e vegetação escassa. É de origem antiga e possui cauda gorda, o que revela a sua capacidade de armazenar uma reserva de gordura para enfrentar períodos de subnutrição. Nunca foi selecionado em seu país de origem e não recebeu nenhuma infusão de sangue estranho. Suas características assemelham-se muito às dos ovinos primitivos. É criado por causa da pele dos cordeiros recém-nascidos, de grande valor comercial. Encontra-se mais ou menos puro, além de sua terra natal, e países limítrofes, na Rússia Européia, Romênia, Hungria, Alemanha, Polônia, Escócia, Austrália, África do Sul, Oeste da África, Estados Unidos, Argentina, etc. Descrição Peso de 50Kg na ovelha e 70 a 75Kg no carneiro. Lã com comprimento de uns 15cm e finura de 65 a 80 micros, classificada como Cruza grossa 5, de baixo valor comercial. Cobre todo o corpo, é lisa, grosseira, cerrada e apresenta cor de acordo com a idade do animal: é negra no cordeiro; depois de três anos de idade, cinzenta; após os sete anos, adquire coloração branco-suja. A cara, as orelhas e os membros são cobertos de pêlos curtos, preferivelmente sedosos. Os cascos são cinzentos. A lã do cordeiro recém-nascido é encrespada e sedosa, bem negra, formando rolos firmes que vão se abrindo com o avanço da idade. Aos 30 dias, tais rolos estão semi-abertos e aos 6 meses formam mechas. Cabeça comprida, forte e estreita, completamente negra. Chanfro romano no macho, direito ou levemente côncavo na fêmea. Olhos grandes e claro. Orelhas estreitas, longas e pendentes, colocadas um pouco abaixo na cabeça. Chifres em geral presentes no macho, fortes, triangulares, rugosos, chatos na base, descrevendo uma espiral, descendo por três das orelhas e subindo até a altura dos olhos, virando as pontas para fora. As fêmeas são mochas ou apresentam chifres rudimentares. Focinho pontiagudo e boca fina. Pescoço longo e erguido, pouco espesso. Corpo estreito e comprido, com peito deprimido e quartos traseiros mais desenvolvidos. Peito estreito e pouco profundo, com costelas chatas e curtas, mas espaçadas. Linha dorsolombar estreita e freqüentemente baixa atrás das cruzes, elevando-se para as ancas, que são altas. Garupa larga, longa e inclinada. Cauda baixa, muito larga perto do corpo, devido ao acúmulo de gordura, mas com a ponta afilada e terminando sinuosa, em S. Ventre volumoso, em forma de pêra e pouco musculado. Membros finos e longos, musculosos apenas nas coxas e um pouco nos braços. Cascos negros, pequenos e duros. Aptidões e outras qualidades A raça é explorada principalmente pela finíssima pele de seus cordeiros, porém produz lã, carne e leite, todavia sem se destacar nestas produções. O valor das peles de Karakul é dado pela forma, direção e intensidade do brilho dos rolos. A idade do animal na retirada da pele, assim como os cuidados na preparação e na secagem da mesma, exercem grande influência sobre o valor do produto obtido. As peles são assim denominadas no comércio: "Breitschwanz", quando retiradas de cordeiros nonatos, com o sacrifício da ovelha 1 a 10 dias antes da parição ; "Astracã", quando obtidas de cordeiros abatidos logo após o nascimento; "Persianas", retiradas de cordeiros sacrificados com mais de 20 dias de idade. A lã do adulto tem pouco valor , rendendo uns 3Kg. Estes ovinos são rústicos ao extremo, criando-se facilmente em regiões semi-desérticas. Adaptam-se bem a climas secos, mesmo onde a vegetação seja escassa. Comem de preferência folhas de arbustos. Embora a principal produção seja a pele dos cordeiros, engorda com facilidade e produz boa carne. |
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