VAGA-LUME

 

ENCICLOPÉDIA

É um besouro, mas com um charme que nenhum outro besouro tem: os faróis. Os vaga-lumes da família dos lampirídeos são luminescentes em certas partes do abdome. Os da família dos elaterídeos têm manchas luminescentes no alto da cabeça, como se fossem grandes olhos (mas não são olhos). A luz que produzem é resultado da oxigenação de uma substância chamada luciferina, e se trata de luz fria, isto é, energia convertida 100% em luz, ao contrário da luz comum produzida pela eletricidade, em que são gerados 90% de calor e só 10% de luminosidade. O pisca-pisca dos vaga-lumes só é possível porque o bichinho controla a emissão de ar para os órgãos responsáveis pelo efeito luminoso - quando o ar atinge a luciferina, o vaga-lume "acende"; quando a emissão de oxigênio se interrompe, o vaga-lume "apaga".
O acende-apaga tem função sexual. Para se atraírem, as várias espécies piscam de uma forma especial. Em algumas, a fêmea não voa, mas pisca. De longe, macho e fêmea se comunicam, informando a posição em que se encontram e a disposição para o acasalamento. Algumas espécies tropicais dão shows coletivos: reúnem-se em grupos para piscar.
O espetáculo é exclusivamente noturno. Durante o dia, o vaga-lume é visto como um besourinho qualquer, verde-amarelado ou amarronzado, de mais ou menos 3 cm, entre as plantas, procurando insetos e lesmas para se alimentar.

fonte: Revista Meu Sítio - Guia Rural - Editora Abril