MINHOCA

 

ENCICLOPÉDIA
Origem:

A minhoca é um verme da ordem dos anelídeos, porque tem o corpo formado por anéis. Os estudos sobre ala são relativamente recentes, Só em 1881 apareceu a primeira publicação sobre suas qualidades para a agricultura.

Utilidades:

Húmus - Os excrementos das minhocas representam um estupendo adubo orgânico. O húmus produzido por elas tem cinco vezes mais nitrogênio, duas vezes mais cálcio, duas vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo e onze vezes mais potássio que o solo de onde é extraído. Carne - É proteína quase pura, um alimento excelente para aves de todas as espécies, para as rãs, peixes e... para o homem! Quem tiver a má sorte de se perder numa floresta, engula seco e se lembre bem: quatro minhocas bastam para satisfazer as nossas necessidades de energia por dia. Galerias - Escavando próximo à superfície ou até a 2 metros de profundidade, as minhocas constroem uma rede de galerias subterrâneas que deixa o solo mais poroso, leve, solto, arejado e com maior capacidade de reter a água. Medicamentos - Os orientais utilizam a minhoca, há muito tempo , em forma de chá, contra asma, bronquite e hipertensão.

Instalações:

Quando mantidas em pouco espaço, sem alimentação, com falta ou excesso de água, as minhocas fogem ou cometem suicídio coletivo, enovelando-se todas num conto. Para criar minhocas, recomenda-se o seguinte: Canteiros - De tijolos ou pré-moldados de concreto, 1 m de largura por 30 cm de altura. Deve-se revestir o fundo com brita para escoar o excesso de água da chuva. Um canteiro deve ser exclusivo para as matrizes. Cobertura - Um telhado baixo de sapé, papelão plastificado ou telhas seria o ideal. Caixa-d’água - Fundamental, se não houver lago, açude ou qualquer outra fonte de água na propriedade. Isso porque cada 100 metros lineares de canteiro consomem, por semana, em torno de 5.000 litros.

Alimentação

Na natureza, ela vive de restos de animais e vegetais e come praticamente de tudo. Em cativeiro, o ideal é que se aproveite bem o que existe na propriedade. O esterco recolhido nos campos, por exemplo, é um bom alimento. O alimento mais completo, entretanto, usado nas grandes criações, é a compostagem de esterco e sobras agrícolas, que pode incluir restos de comida, folhas e galhos secos, cama de cocheira e papéis velhos. A compostagem é feita em camadas, superpostas e bem umedecidas, dos restos (15 cm) e esterco (5cm), até atingirem, aproximadamente, altura máxima de 1,80 m e largura recomendada de 1,50 m. Depois de noventa dias e três tombos, o composto está pronto e já pode formar o recheio dos canteiros; é alimento suficiente para 1.500 minhocas por metro quadrado durante 45 dias. Depois desse tempo - durante o qual o único trabalho do criador é regar os canteiros regularmente para manter umidade de 50% - as minhocas já transformaram tudo em húmus.

Reprodução:

A minhoca é hermafrodita, quer dizer, é macho e fêmea ao mesmo. Só que precisa de um parceiro para a reprodução. Depois do namoro, as duas minhocas ficam fecundadas e saem cada uma para seu lado a botar seus ovinhos - aproximadamente dez , envolvidos por um casulo. Todas as minhocas botam ovos de três em três dias, em média, sejam fecundadas ou não. No geral, elas põem cinqüenta a sessenta casulos fertilizados por ano, o que pode representar cerca de quinhentos filhotes.

Raças:

Entre as 2.000 espécies de minhocas existentes no mundo, estas são as mais conhecidas no Brasil: Minhoca do brejo (Pheretima hawayana) - Tem 45 a 170 mm e faz parte do grupo das puladeiras. É avermelhada. Minhoca da noite (Lumbricus terrestris) - Mede 90 a 300mm e é muito encontrada nos pomares. É avermelhada. Criodrilus lacuum - Habita solos encharcados. Do grupo das minhocas vermelhas. Vermelha da Califórnia (Eisenia phoetida) - A mais procurada atualmente pelos criadores, porque produz húmus com fartura e se reproduz com velocidade. Eisenia lucens - É encontrada com mais freqüência nos solos de pastagem próximos a rios e lagos. Avermelhada. Minhoca do campo (Allolobophora caliginosa) - Mede entre 60 e 170mm. Não é muito boa reprodutora, mas se adapta bem às condições brasileiras. Trabalha a cerca de 25 cm da superfície e se dá melhor em pastagens. É cinzenta. Minhocuçu (Rhinodrilus alatus e Glossoscolex spp) - Pode chegar a mais de 1 metro de comprimento, e diâmetro de até 5 cm. Não dá para confundir com uma cobra porque não tem cabeça com formato pronunciado nem rasteja como ela. Apesar do tamanho, fica bem próxima da superfície, logo abaixo das raízes das gramíneas. É importante para o solo porque produz grande volume de húmus. Pálida (Octolasium lacteum) - Seu comprimento varia entre 30 e 180 mm e vive cerca de 25 cm da superfície. Exige pouca quantidade de matéria orgânica para sobreviver, mas prefere as baixadas, que são mais úmidas. Microscolex phosphoreus - É branca e mais parece um fio de cabelo. Trabalha só à noite porque age na primeira camada do solo, quase na superfície.