GRILO

 

ENCICLOPÉDIA

Não tem nenhuma beleza física especial: preto (às vezes pintado de cores claras), pardo, amarelado ou verde-claro; com pernas traseiras de inseto saltador, longas e com fêmur avantajado; asas com nervuras; antenas longas. Feiozinho, sim, mas sem ele as noites no sítio não seriam as mesmas. Os grilos são responsáveis por aquele canto interminável e quase uniforme que preenche o silêncio e é um componente indispensável da paisagem nortuna. Não se trata, na verdade, de um canto, mas sim da execução de um "intrumento" - um complexo de tímpanos localizados nas pernas anteriores e nervuras especiais nas asas, que se atritam num movimento ultra-rápido e produzem os ruídos caracteristícos, ora um silvo alto e estridente, ora um ciclo muito suave, quase um sussurro.
Existe a crença de que a presença de um grilo em casa seja sinal de felicidade. Entre as 400 espécies brasileiras, há uma única doméstica, a Eneoptera surinamensis - os grilos dessa espécie escolhem entre garrafas, caixotes e frestas e se alimentam dos restos de comida.
As espécies que vivem nas matas comem insetos e fungos, e existem aquelas que atacam lavouras com suas mandíbulas muito fortes. Destas últimas as formigas são o principal inimigo. O tamanho dos grilos varia de alguns milímetros e algo em torno de 6 cm.

fonte: Revista Meu Sítio - Guia Rural - Editora Abril