ESPERANÇA

 

ENCICLOPÉDIA

Esse bichinho de, no máximo, 6 cm a 8 cm é um dos mestres da camuflagem. Em algumas espécies, as asas variam de tonalidade conforme as cores dominantes das plantas que costumam freqüentar - amareladas, avermelhadas, violáceas -, e chegam ao requinte de apresentar nervuras, como as folhas, e até certas manchas que nas folhas de verdade são provocadas por parasitas vegetais. A espécie que a gente mais costuma encontrar é aquela bem verdinha, como uma planta nova.
Beleza à parte, a esperança tem, aos olhos dos cientistas, muitas semelhança com os gafanhotos, dos quais se diferencia principalmente pelas antenas muito longas e - só mesmo os cientistas para saber - pelo aparelho genital em forma de sabre e bastante longo. As pernas são espinhosas, as asas nos adultos recobrem o corpo como um telhado.
Como os grilos e as cigarras, as esperanças (em geral, só os machos) produzem um ruído estridente pelo roçar acelerado das asas - o movimento provoca uma vibração que é amplificada pela caixa de ressonância localizada no abdome. O "canto" da esperança pode ser descrito como um "tá-ná-ná" repetido a intervalos, e significa um convite à cópula.
Quase todas as espécies são de hábito noturno. A luz da casa as atrai. Muitas, durante o dia, vivem dentro de canudos feitos de folhas cortadas e enroladas. À noite, comem folhas (adoram as de laranjeira e do cacaueiro). A esperança pertence à família dos insetos ortópteros, ou saltatórios, como o gafanhoto, o grilo e outros.

fonte: Revista Meu Sítio - Guia Rural - Editora Abril