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ESCARGOT
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Manutenção e Mão-de-obra: De fácil manutenção, não demanda muita mão-de-obra. Uma única pessoa pode dar conta das tarefas diárias de rotina de uma criação de médio porte, não ocupando tempo integral. As técnicas de manejo, e até mesmo da confecção de certos tipos de viveiro são muito simples. Não se verifica canibalismo entre os escargots, mesmo na ocorrência de escassez ou falta de alimentos. A partir do instante em que eclodem os ovos são auto-suficientes para sobreviver, razão pela qual são abandonados à própria sorte, já que não requerem cuidados maternos. São hibernantes, o que lhes confere invulgar capacidade de sobrevivência em meio as condições mais desfavoráveis, contribuindo, por certo, para torná-los resistentes a doenças próprias de invernos rigorosos, estiagens prolongadas, desidratação, subnutrição etc. Nesse período, os cuidados exigidos pela criação são menores ainda que em épocas de atividade.
Anatomia e Fisiologia: Concha - É a principal e mais marcante característica morfológica do escargot, distinguindo as diversas espécies de caracóis em geral, comestíveis ou não. De forma helicoidal ou espiralada, a concha desenrola-se em torno de um eixo ou coluna, denominado columela. A composição química da concha é constituída de três camadas distintas, a saber: - Camada externa ou cuticular: é a principal responsável pela coloração. - Camada intermediária ou prismática: é a responsável pela formação de estrias ou faixas transversais. - Camada interna ou laminar: é constituída por várias lâminas muito finas, que se intercalam e se distinguem pelo seu teor. Manto - É abundante em células glandulares secretoras de muco. Produz uma substância especial responsável pela formação da concha e pela sua regeneração, quando danificada. Recobre todo o corpo do animal, inclusive e especialmente o interior da concha, sobressaindo-se e emoldurando visivelmente sua abertura. Corpo - É composto de aproximadamente 89,5% de água. Os restantes, 10 a 11%, distribuem-se entre sais minerais, proteínas e lipídios. Divide-se em cabeça, pé e tronco ou massa visceral. a) Cabeça: Tentáculos - Há dois tipos de tentáculos: os oculares(os superiores e mais longos) e os táteis ou sensoriais (os inferiores e mais curtos). Boca - Localiza-se entre os tentáculos táteis. É dotada de uma espécie de língua - a rádula - semelhante a uma lixa, cravejada de milhares de dentículos, com os quais os alimentos são ralados. Chegam a roer até pedra para satisfazer sua necessidades de cálcio.
Alimentação: A alimentação oferecida ao escargot deve ser farta, para satisfazer a voracidade desses moluscos, que chegam a ingerir diariamente de 50 a 60% do seu peso em alimentos. Há casos, segundo certos autores, em que essa proporção se eleva até a astronômica cifra de 100%. O apetite desmedido dos escargots explica-se pelo fato de pertencerem à classe dos herbívoros, cujo processo digestivo é rápido. O valor nutritivo de uma dieta eminentemente vegetariana é escasso: os vegetais são facilmente eliminados, mas muito mal digeridos, passando apenas por ligeiras transformações bioquímicas no mecanismo do aparelho digestivo. Seu aproveitamento pelo organismo é mínimo, o que resulta na necessidade de contínuo e volumoso consumo de alimentos para saciar a fome, principalmente na fase de crescimento, quando os alimentos devem ser convertidos em massa corporal. Além disso, o cardápio deve ser bem variado, afim de que seja fornecido ao animal um suprimento capaz de atender suas exigências fisiológicas, que são principalmente as seguintes: Líquidos: ele o obtém não só pelo consumo direto, como também extraindo-a do verde de que se alimenta; Cálcio: especialmente necessário para a formação da concha, do manto, do dardo, da rádula e do opérculo ou epifragma; Fósforo: em combinação com o cálcio, e sob a ação do oxigênio, contribui para dar maior solidez, consistência e resistência às partes do corpo listadas no item anterior; Vitaminas, Proteínas, Gorduras, Sais minerais e Carboidratos: são imprescindíveis, em conjunto, para produzir a energia geradora das atividades cotidianas do escargot. Convertidos em força energética pelo processo metabólico, os alimentos se traduzem em engorda, crescimento, reposição de desgaste físico, criação de defesas orgânicas, maior capacidade de reprodução etc.
Dieta Alimentar: Vegetais em geral - Sendo, pois, herbívoros por excelência, alimentação dos escargots deve ser baseada numa dieta essencialmente vegetariana, composta eqüilibradamente de:
Reprodução: Os escargots se acasalam várias vezes por temporadas, em média duas a três vezes, embora não se saiba exatamente o número de repetições. Mantêm-se também ativos para a reprodução durante várias temporadas, ou seja, durante os vário anos de sua vida. Porém, com o passar do tempo, notadamente a partir do 2º ano de vida, não se acasalam tão freqüentemente, sendo menor a profusão de ovos por postura. No Brasil o clima tropical debilita os escargots demasiadamente; por isso, não é aconselhável manter os reprodutores após a 2º postura, devendo-se abatê-los.
Construção e Implantação do heliário: O tipo de criação ideal para minis, pequenos e até médios criadores, cuja indisponibilidade de espaço, tempo, capital para contratação de mão-de-obra, ou quaisquer outras razões os impeçam de explorar a criação ilimitada de viveiros extensivos, De qualquer forma deve-se enfatizar que a exiguidade de espaço e tempo de modo algum representa obstáculo para criações classificáveis até de médio porte, já que o aproveitamento espacial adequado de pequenas áreas comporta até uma população de muitos milhares de animais, de cuja manutenção o helicicultor poderá dar conta perfeitamente sem que isso lhe absorva muitas horas de trabalho.
Materiais: - Os mais usados são os seguintes: madeira ou outros materiais alternativos; tela, dobradiças e respectivos parafusos; pregos de latão; tachinhas e cola a prova dágua. A tela deve revestir de ¼ a metade da tampa, muito embora seja comum o uso de caixas com tampas completamente teladas.
Sugestões úteis: 1) Para a manutenção da umidade, espalhe uma fina camada de terra por toda a superfície do piso. 2) Para facilitar o manejo, utilize caixas que abram sempre para a frente e não para cima. |
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