Origem:
A Ema é a maior ave das Américas. No mundo,
só perde para o primo Avestruz. Pertence a ordem dos Rheiformes,
à família Rheidae e à espécie Rhea americana.
Utilidades:
Carne:- É um pouco mais
fibrosa que a de outras aves, como a galinha, mas tem bom sabor e faz
parte de pratos tradicionais em muitos Estados brasileiros;
Ovos:- São riquíssimos em proteína e bastante grandes
(pesam 400 a 700 g, cerca de quinze vezes o da galinha);
Pele:- Depois de curtida, dá excepcional matéria-prima
para bolsas, sapatos, cintos e casacos. É tão resistente quanto os couros
tradicionais, mas, por ter granulação fina, é mais suave e macia.
Penas:- Servem para espanadores e outros artefatos,
inclusive adornos de roupas femininas e fantasias. Cada ema tem 110
a 120 penas por asa e as maiores chegam a 60cm.
Pepsina:- Na ema a pepsina é encontrada em grande quantidade
podendo ser aproveitada pela indústria farmacêutica na fabricação de
digestivos.
Reprodução:
Na época de acasalamento, enquanto a fêmea permanece altiva e dengosa
- fazendo ares de quem não esta nem aí -, o macho joga todo seu charme
numa dança tão vigorosa quanto atrapalhada em torno da namorada, quando
abre as asas e eriça as penas da cabeça.
Depois de formar seu harém, no entanto, o macho vira um doce. É ele
quem constrói o ninho, choca os ovos e cria os filhotes. O ninho é simples:
um buraco no chão para ser usado por todas as esposas.
Durante a choca, que ninguém se arrisque a chegar perto, porque o papai
ema fica uma fera e ataca com violência. Depois que terminam - e enquanto
o macho se dedica à choca e criação da eminhas -, as fêmeas, livres
e desimpedidas, saem um busca de outros maridos.
Filhotes:
Nos primeiros dias de vida, os filhotes têm penugem amarelada e rajada
de negro. Com o tempo, as penas vão ganhando a cor acinzentada definitiva.
Em um ano, estão maduros sexualmente e alguns atingem o peso máximo
- cerca de 36 quilos - aos dezoito meses, com 1,30 metro de altura (
se medir desde a cabeça, dá mais de 2 metros).
Os filhotes são muito sensíveis à umidade, porque as penas de ema, ao
contrário das da maioria das aves, não são impermeáveis. Os períodos
de chuva prolongados podem ser mortais para eles.
Alimentação:
A ema é onívora, isto é, come de tudo: de vegetais a animais pequenos
como preás, lagartos, ratos e insetos. Também come cobras, embora não
sejam sua especialidade. Tem preferência por gramíneas e leguminosas
rasteiras e faz a festa, depois das chuvas, com as plantas tenras que
nascem primeiro.
Com os cactos, ela mata, ao mesmo tempo, a fome e a sede.
Quando criada em cativeiro, pode ser alimentada com ração de perus,
forragens verdes e leguminosas. No primeiro ano de vida, exige alimentos
ricos em cálcio e fósforo para fortalecer os ossos: por ter crescimento
muito rápido e alcançar bom peso, sua pernas tendem a entortar.
Não convém deixar nas proximidades objetos metálicos coloridos ou brilhantes,
porque a ema engole tudo que lhe chame muito a atenção, já que quase
não tem paladar. O acúmulo de peças de metal no seu estômago provoca-lhe,
muitas vezes, a morte.