CIGARRA

 

ENCICLOPÉDIA

Como os grilos, tem seu "instrumento musical" localizado no abdome e constituído de duas cavidades e uma membrana vibratória, que é acionada por uma poderosa musculatura. O som que produz - grave e oco, anasalado ou fanho, quase um ranger de porta ou o som de uma corneta de brinquedo - é, na maior parte do tempo, entrecortado, só às vezes contínuo. Dá seu show vocal principalmente no verão. Só o macho canta. A fêmea, além de muda, é quase surda - o que explicaria o alto volume do canto do parceiro, para se fazer notar, pois há suspeita de que o canto simultâneo de vários machos é uma competição para saber por qual deles a fêmea será atraída.
No acasalamento, a fêmea cavalga o macho, ambos na mesma direção, durante vinte minutos a uma hora. Em seguida, ela põe os ovos nos buracos que cava nos troncos ou ramos. Dos ovos surgem as larvas, que descem ao solo e passam entre um e alguns anos (depende da espécie) sugando a seiva da planta hospedeira. Nos últimos momentos da fase larval, já com as formas próximas às do inseto adulto, elas voltam ao tronco ou ao ramo das árvores e ali permanecem imóveis até atingir a maturação completa. Então, rompe-se a casca que envolve a larva e a cigarra nasce para a vida adulta.. A casca, transparente, fica grudada na árvore hospedeira, e a cigarra passa a procurar o sexo oposto, para copular. Depois da cópula, ela morre (não é verdade que estoura de tanto cantar).
As cigarras - a maioria com 3 cm a 4 cm - pertencem à família dos insetos cicadídeos e são atarracadas e robustas. Têm três olhos dispostos em triângulo, no alto da cabeça. Os adultos também se nutrem exclusivamente da seiva vegetal. São conhecidas 1.500 espécies no Brasil, algumas bastante prejudiciais a certas lavouras, como a do café.

fonte: Revista Meu Sítio - Guia Rural - Editora Abril