TOURO

 

ENCICLOPÉDIA

Nome Popular: Rã – Touro.

Nome Científico: Rana catesbeiana.  

Características: Precoce e rústica.

Origem: Canadá e EUA.

Peso de abate: de 200 g a 250 g.  

Ciclo de crescimento: de sete a oito meses, do ovo ao abate.

Acasalamento: de agosto a março, nas regiões Sul e Sudeste.

O que pode ser aproveitado

Carne: É comercializada no Brasil na forma de carcaças inteiras ou coxas congeladas. O rendimento médio da carcaça varia de 52% a 56% e das pernas (coxas), 27,4% em relação ao peso vivo, dependendo da idade e do sexo.

Fígado: corresponde a 5% do peso do animal vivo. Pode ser utilizado para a fabricação de patês.

Oviduto: de coloração esbranquiçada, varia muito de tamanho, dependendo do ciclo reprodutivo do animal. Pode ser usado como ingrediente para a indústria de alimentos.

Pele: representa 11% do peso do animal vivo. Curtida, é empregada como matéria-prima na produção de cintos, carteiras, bolsas, sapatos e luvas, entre outros. Pode ser empregada em encadernações e em revestimentos de portas jóias.

Corpo gorduroso: transformado em óleo, vem sendo estudado como ingrediente para a indústria de cosméticos. Atinge em média, 4,6% do peso vivo em animais adultos.

Rejeitos: são constituídos pela cabeça, pela ponta das patas e pelas vísceras brancas (sistema digestivo). Representam, em média, 22,7% do animal vivo. Podem ser reciclados na forma de ração animal.

Área mínima para criação

Para começar a se tornar viável, a criação de rãs precisa de uma área mínima de 600m² de estufa.

Segundo o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), de São José dos Campos (SP), a Coorãvap (Cooperativa dos Ranicultores do Vale do Paraíba) e consultores, o custo varia de R$ 10 a R$ 20 por m², dependendo do tipo de material utilizado.

Esse valores incluem baias, piscinas, abrigos para os animais e cochos de alimentação, além da cobertura de lona plástica para estufa e estrutura de sustentação.

O criador pode optar entre manter matrizes reprodutoras (no mínimo dez casais) ou comprar girinos.

Cada lote com mil girinos custa, em média, de R$ 40 a R$ 80, dependendo do tamanho.

O custo de produção por quilo de rã pode variar de R$ 5 a R$ 7. O criador consegue vendê-lo de R$ 12,50 a R$ 13,50, em média.

São necessários em torno de 0 mil litros de água por dia para atender à estufa de 600m².

O número de ovos oscila em decorrência da idade e do peso das fêmeas.

A desova vai de 4 mil a 15 mil ovos. No mínimo 60% deles devem se transformar em girinos.

Depois de 60 a 90 dias, ocorre a metamorfose, e o girino se transforma em uma rãzinha, que recebe o nome de imago. 

Para produzir 1 kg de carne de rã, o criador terá que consumir de 2 kg a 3 kg de ração balanceada, feita à base de farelo de soja, de milho e de trigo, além de farinha de peixe, dependendo do manejo adotado e do tipo de instalação.

Como a rã só come alimentos em movimento, é necessário colocar junto a ração larvas de mosca ou optar pelo uso de cocho vibratório ou baia inundada.

Dentro da estufa, a temperatura deve ficar entre 28°C e 30°C.

O clima quente favorece o desenvolvimento do animal.

Somente com o ranário climatizado é possível produzir rã durante todo o ano nas regiões Sul e Sudeste do país.

Fonte: Agrofolha