JAÚ

 

ENCICLOPÉDIA

É uma das maiores espécies de água-doce, podendo atingir mais de 2m de comprimento e 100kg de peso. Trata-se, na verdade, de um bagre de grandes proporções: a cabeça é achatada mas ampla, enquanto o corpo se afina gradativamente em direção à cauda, com espinhos nas nadadeiras peitorais. Tem coloração parda no dorso e ventre esbranquiçado. Os exemplares jovens, identificados pelos pescadores como jaús-poca, apresentam coloração amarelada com manchas em tom violeta. É um peixe carnívoro que oferece tenaz resistência quando fisgado. Com sua força, chega a virar a canoa dos pescadores e não é recomendável, na pesca de linhada, enrolar a linha na mão - procedimento que pode resultar em acidentes sérios.
Distribuição geográfica: Todo território brasileiro.
Locais para pesca: Poços profundos, no meio do rio ou junto às margens nas baías.
Épocas para pesca: Durante todo ano, com maior incidência na primavera e verão na época das vazantes.
Equipamento: Material de categoria pesada, vara com molinete ou carretilha. Linha: 0,60 a 0,90mm. Anzóis: 6/0 a 12/0 (Mustad ref: 92553 ou 7731-A).
Iscas: Pequenos peixes inteiros ou em pedaços (curimbatá, piau, piava, matrinchã, muçum e tuvira). Alguns pescadores costumam usar também coração e fígado de boi e tripa de galinha, além do minhocuçu.
Sinônimos: jaú-poca, jundiá, jundiá-da-lagoa.

Fonte:Aruanã