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PÊGA
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O jumento Pêga criado no Estado de Minas Gerais, onde parece existir há dois séculos. O nome "pêga" (algema de prender escravos) vem da forma da marca de fogo utilizada. Seu melhoramento foi iniciado pelo Padre Manuel Maria Torquato de Almeida, na fazenda do Curtume, Município de Entre Rios (Minas) em 1810. Esse rebanho passou em 1847 ao Cel. Ed. J. de Rezende, em Lagoa Dourada, que constitui hoje seu principal centro de criação. É julgado originário de jumentos italianos e egípcios, porém, pela história da raça, é muito duvidosa a intervenção dos primeiros. É de se supor, isto sim, que descendam de jumentos de origem portuguesa e egípcia apenas. Se houve cruzamentos com italianos, estes foram recentes. Graças a sua criação secular, em quase isolamento, esta raça muito uniforme no tipo e na produção, constituindo o que se pode chamar uma verdadeira raça. O Ministério da Agricultura dedicou-se ao seu melhoramento na Fazenda Experimental de Santa Mônica em Juparanã. Descrição Estatura de 135cm (em média de 130 para os machos e 125 para as fêmeas). Perímetro torácico de 148cm no macho e 144 na fêmea. Peso - 300Kg no macho e 240 na fêmea. Pelagem de preferência e mais comum a "pêlo-de-rato". É freqüente a ruã ou rosada, são raras a tordilha, sendo indesejáveis a ruça e a branca. O pêlo fino, curto, macio, por vezes ondulado (E.A.Ferreira). Cabeça fina, seca, despontada para o focinho e sem proeminências. A fronte larga e curta, de perfil direito, convexilineo, nos machos. Alguns animais têm fronte plana e chanfro levemente acarneirado, perfil que, segundo Fontes, é o mais desejável. As faces são paralelas, as orelhas grandes, de largura média, de preferência eretas e paralelas, voltadas para a frente, atentas . Boca bem rasgada e ventas espaçosas. Pescoço longo e musculoso, bem dirigido e bem ligado à cabeça e ao tronco. Corpo delgado e elegante, com lombo comprido. Prefere-se que a região dorsolombar seja curta, larga, musculosa e direita. A garupa curta e inclinada, mas o deve ser quanto menos. Ser ainda longa e musculosa. A cauda tem inserção baixa e vassoura cheia. As costelas são separadas, regularmente arqueadas, formando um costado cheio. Membros altos de ossatura forte e fina, com articulações sólidas e limpas. As espáduas oblíquas, as quartelas médias e regularmente inclinadas. Cascos bons e escuros. Aptidões e outras qualidades O Pêga produz muares fortes, vivos, sadios, altos, de cores claras, prestando-se tanto para sela como para a tração. |
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