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SANTA
GERTRUDIS
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Esta raça é originária do King Ranch, Kingsville, Texas, que é considerada a maior fazenda de criação americana. Na costa do Golfo, as tradicionais raças de corte Hereford e Shorthorn não iam muito bem e foram feitas algumas experiências de cruzamento com o Zebu, ali chamado Brahman. Tom O' Connor, presenteou em 1910, o King Ranch com um touro mestiço Shorthorn-Brahman, de cor preta e muito grande, que foi usado em vacas Shorthorns puras. Deste cruzamento conservaram-se as filhas e um único produto macho, vermelho, "Chemmera". As fêmeas voltaram a ser cruzadas com touros Shorthorns. Os resultados foram tão animadores que se resolveu comprar mais 32 touros (3/4 e 7/8 Brama) da mesma origem, que foram empregados em 2500 vacas distribuídas em 8 rebanhos. Um destes touros "Vinotero", acasalado com uma vaca boa leiteira, que já tinha 1/8 de sangue Zebu, deu "Monkey", que foi o melhor touro, o pilar mestre da raça; de modo que todo o gado de Santa Gertrudis descende hoje dele, embora se tenha evitado a consangüinidade estreita. Calcula-se que a raça tenha hoje 5/8 de sangue Shorthorn e 3/8 Zebu. Santa Gertrudis é o nome do local e pode-se atribuir à família Kleberg a formação da raça. Já existem diversas criações deste gado em vários Estados do Brasil, as principais em São Paulo. Descrição Peso aproximado de 650Kg nas vacas e 900 nos touros. Estatura de 135cm nas vacas e 140 nos touros. Pelagem vermelho-cereja escuro com as mucosas claras. Os pêlos devem ser curtos, finos e brilhantes. Cauda com pêlos claros. Cabeça forte e larga, com frontais
salientes. Chifres reduzidos, saindo para os lados. Olhos menos oblíquos
que nos Zebus, abertos, de olhar dócil. Chanfro curto e largo. Boca bem
rasgada e narinas afastadas. Pescoço medianamente curto e grosso, mas não tanto como nas raças especializadas para o corte, com barbela grande, porém pouco pregueada, com algum cangote nos touros. Corpo longo, cilíndrico, um pouco
achatado lateralmente, assemelhando-se bastante ao do Caracu, tendo porém
o quarto posterior mais carnudo. Tórax amplo. Paletas bem cobertas e bem
ligadas ao costado. Membros fortes, curtos, corretamente aprumados e bem musculados até os mocotós. Ossatura regular. Nota-se uma certa variação quanto aos membros, existindo animais de membros curtos, baixos e de tamanho mediano. Dar-se-a preferência a um tipo ou outro conforme as circunstâncias. Aptidões e outras qualidades O Santa Gertrudis, nas zonas mais quentes do Estados Unidos, compete com vantagem com as raças especializadas de corte de origem inglesa. Os bezerros desmamam com um peso de 13 arrobas a mais, peso bruto vivo; aos oito meses pesam 225Kg. Os animais adultos pesam 90Kg mais que os das raças inglesas, e os novilhos gordos de quatro anos tem dado em média 640Kg. Sua conformação é bastante aceitável. É provável que o Santa Gertrudis venha a
desempenhar um importante papel na produção de novilhos de corte no Brasil
Central no cruzamento com a vaca Zebu. Os meio sangue Santa Gertrudis,
além de melhor conformados, atingem mais de 300Kg com um ano, peso bem
mais elevado que o dos bezerros Zebus da mesma idade. A prepotência da
raça para imprimir suas boas qualidades é notória. 1) a mucosa clara e 2) a barbela do umbigo, de maneira que, no caso de se formar rebanhos puros por cruza, seria interessante que se os procurassem eliminar. Acreditamos que animais puros por cruza ou com mais de ¾ de sangue, selecionados, possam exercer uma influência muito favorável na vacada comum de corte. O Santa Gertrudis possui a necessária dose de sangue Zebu para oferecer todas as vantagens de rusticidade para os trópicos, que os nossos criadores do Brasil Central exigem. Entretanto recomendamo-lo para a chamada zona velha, bem colonizada, de São Paulo, Norte do Paraná , Minas, Santa Catarina e algumas regiões do Rio Grande do Sul. Rebanhos São Gertrudis atualmente são encontrados desde o Rio Grande do Sul até a Amazônia. |
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