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PITANGUEIRAS
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Estado de São Paulo já dispõe
de um novo tipo de gado leiteiro, tropical, que leva a apreciável vantagem
de dar novilhos de fácil engorda e bom rendimento no corte. Essa raça
em formação recebeu a denominação de "Pitangueiras", tomada
no município paulista em que se localiza uma antiga fazenda da Companhia
Frigorífico Anglo, onde se desenvolveram trabalhos zootécnicos de cruzamentos.
Esquema de trabalho: Os trabalhos vêm se desenvolvendo desde1946, portanto há 28 anos. Há cerca de 18 anos os planos se concentravam no emprego de reprodutores da raça britânica e de touros Guzerá leiteiros de Cantagalo e Curvelo, sobre as melhores fêmeas mestiças leiteiras, dentro de rigoroso controle executado pela Antiga Associação Paulista de Criadores de Bovinos. O roteiro seguido, após a eliminação de vários erros, comprovados pela prática, foi o seguinte: 1.º cruzamento - Fêmea mestiça x Touro Red
Poll, produzindo filhos meio-sangue Red Poll. Quando a Fazenda Três Barras, em Pitangueiras,
já dispunha de mais de uma centena de fêmeas bi-mestiças, passou a utilizar
a mestiçagem seletiva, obtendo produtos de segunda, terceira e agora,
quarta geração dentro do rebanho Pitangueiras propriamente dito. Evidentemente,
não se deve usar a denominação da nova raça aos meros mestiços, isto é,
aos produtos dos primeiros cruzamentos. "Pitangueiras" são exclusivamente
os produtos bi-mestiços ou resultantes dos acasalamentos dos 5/8 com outros
animais de mesmo grau de sangue. Produção de Carne: Como já dissemos, o bovino leiteiro deve ser também um bom produtor de carne. Essa é a tendência dos países mais adiantados, especialmente na Europa. Foi o reconhecimento dos problemas de adaptação das raças européias nos trópicos, a incapacidade produtiva do gado crioulo e a menor produtividade do Zebu comum, que levaram a Sociedade Anônima Frigorífico Anglo a buscar uma nova solução para a produção de leite e carne no Brasil. Como industriais da carne, interessava-lhe um gado que não fosse exclusivamente leiteiro, e daí a idéia de lançar mão do sistema de cruzamentos. Como resultado, os trabalhos seletivos foram conduzidos no sentido de se desenvolver, simultaneamente, qualidades de gado de corte no Pitangueiras. Os bezerros são de desenvolvimento rápido, beneficiando-se da aptidão leiteira das reprodutoras, que lhes proporciona alimentação adequada nos primeiros meses de vida, mesmo quando mantidos em regime de pasto, que é normal e o mais econômico em nosso meio. Novilhos de 33 meses, criados exclusivamente a campo, sem qualquer ração suplementar, dão em média 17 arrobas no corte, o que representa 500 quilos de peso vivo. Além de mais pesados do que os novilhos de corte mestiços, que constituem a quase totalidade do gado encaminhado aos frigoríficos, em relação à idade, dão maior rendimento e carne de melhor qualidade. Levados às Provas de Ganho de Peso, em Sertãozinho, alcançaram ganho médio diário de 1.300 gramas. Para fins de Registro, o regulamento estabeleceu uma tabela provisória de desenvolvimento ponderal, com pesos mínimos para várias idades:
Touros com 30 meses ou mais deverão pesar pelo menos 500 quilos, e na idade adulta vão de 700 a 800 quilos. As vacas, após a primeira cria, devem pesar mais de 450 quilos, aumentando com a idade, até alcançarem 500 a 600 kg. Produção de Leite: Padrão Racial para Bovinos Pitangueiras: Características do tipo 1 - Estatura - média; touros adultos com
1,45 - 1,50 m. de altura. Caracteres morfológicos 1 - Desenvolvimento e peso - animais bem
desenvolvidos, musculosos; peso de acordo com a tabela anexa. |
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