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MARCHIGIANA
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Os bovinos de raça Marchigiana têm um passado antiquíssimo; de origem "Padólica", foram introduzidos na Itália, depois do século V de nossa era, trazidos pelas populações bárbaras, que após a queda do Império Romano invadiram a Península. Resultaram de cruzamentos de bovinos Pullesa e Romanos, com os Chiana, com os quais muito se parece. Habitat Até 1960 ainda se fazia distinção entre a raça melhorada das Marcas (Marchigiana gentile ) e os tipos das montanhas, que vêm sofrendo progressiva redução, verificando-se a uniformização da raça. A raça se difundiu para as regiões próximas, caracterizadas por verões secos e quentes e invernos úmidos e frios, e onde os terrenos são, em sua maior parte, argilosos e compactos ou saibrosos e áridos. Encontra-se principalmente nas províncias de Ancona, Macerata, Abruzzos, Benevento, Lacio, Câmpania e as Marcas, mas está amplamente distribuída em numerosos núcleos, em outras zonas de toda região centro-sul da península. A criação é feita desde as planícies, a pequena altitude, até as fraldas das montanhas. Em algumas regiões, o cultivo de cereais e de leguminosas proporcionam forragens para o gado; em outras, ele fica na dependência dos pastos naturais e de feno. Os concentrados ajudam na alimentação do gado. Características A pelagem do Marchigiano é cinza bem claro,
por vezes quase branco, mais escura na vassoura da cauda, nas orelhas
e ao redor dos olhos. A pele é pigmentada, e a língua, o espelho nasal
e as mucosas das aberturas naturais são negras. Produtividade O gado das Marcas tem sido criado para a
produção de carne e para trabalho. Nos anos recentes o trator trouxe a
redução de demanda de bois para os serviços agrícolas - tração de carros
e arados- nas terras planas, fazendo com que se dê mais atenção à sua
capacidade de desenvolvimento e aptidão para o corte. Registro Genealógico O registro genealógico para a raça Marchigiana teve suas atividades intensificadas a partir de 1930 e foi oficializado pelo Ministério da Agricultura Italiano em 1957, ano em que foram inscritos 9.264 reprodutores, entre machos e fêmeas. O rebanho, nessa época, alcançava um milhão de cabeças, representando 8 por cento dos bovinos existentes na Itália. Nos últimos anos vem-se observando grande incremento dos núcleos de seleção, estimulados pelas exportações de correntes do aumento da demanda mundial da carne. Na Itália calcula-se que a produção de carne vendida corresponda a um desfrute de 40 por cento do rebanho das raça. É um índice elevadíssimo, conseguido graças aos cuidados na criação, nível muito baixo de mortalidade e abate de alta porcentagem de animais muito jovens. Graças a um trabalho intensivo de defesa sanitária, orientando pelo serviço genealógico, desde 1953 o rebanho esta totalmente livre da ocorrência de casos de brucelose e tuberculose. O emprego da inseminação artificial vem concorrendo para o aperfeiçoamento do rebanho pela ação de touros altamente melhoradores, como demonstram os testes de progênie a que são submetidos, condição para a sua entrada em serviço. No Brasil., o Registro genealógico esta em sua fase inicial de trabalhos. O padrão brasileiro segue o do país de origem. Entretanto, foram estabelecidos limites mínimos de pesos, para sua inscrição. Aos sete meses, 250 quilos para os machos e 220 para as fêmeas; aos 12 meses, 350 e 300; aos 180 meses, 500 para os machos e 400 para as fêmeas. Aos 24 meses devem estar pesando os machos 700 Kg, e as novilhas 500. Não há limites para o peso dos animais adultos. |
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