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FLAMENGO
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Raça autóctone de formação antiga na Flandres Francesa e Belga, assim como em Pas-de-Calais, Somme e Ardennes. No passado distinguiam-se diversas variedades, mas hoje procura-se uniformiza-la em um único tipo, de pelagem vermelha uniforme. Descrição Peso de 500 a 600 Kg nas vacas e 750 a 900 nos touros. Estatura de 130-140 cm nas vacas e 140-145 nos touros. Pelagem vermelha acaju brilhante, uniforme, tendo o fio do lombo, as extremidades, o topete e a face mais escuros. Os machos são mais escuros, tornando-se os touros quase pretos. O focinho, a língua, o palato, a vulva, são de cor azul ardósia. A pele é frouxa, macia e de espessura regular. Cabeça grande fina e comprida, com a face de forma triangular, a fronte pouco cavada, marrafa com topete, orbitas salientes; olhos, boca e narinas grandes; chifres pequenos, um pouco achatados, dirigidos para diante em crescente, com as pontas um pouco levantadas, de cor branca e com as extremidades negras. Pescoço de comprimento médio, mais ou menos fino, com pequena papada na garganta e pouca barbela no pescoço. Corpo de forma um tanto variável, ora (em geral) predominando a forma de cunha tipicamente leiteira, ora a cilíndrica de corte. A linha de cima é quase direita, em geral um pouco saliente no garrote e base da cauda; o peito é um pouco proeminente; as costelas regularmente arqueadas, parecendo chatas; flancos longos, com o rim chato e pouco espesso; ancas salientes; bacia ampla e angulosa, quadrada. Úbere glanduloso, de pele fina, volumoso; tem forma cúbica, com tetas fortes, dispostas em quadrado. Membros de comprimento médio, fortes, de boa ossatura e bem aprumados; nádegas retas, de espessura regular; cascos escuros. Aptidões e outras qualidades No Brasil, entretanto, a Flamenga interessa apenas pela produção de leite, dando de 3.500 a 4.000 Kg de leite por ano, com 3,6% de matéria gorda. Engorda com facilidade, dando na matança um rendimento de 60% de carne mais ou menos abundante e boa. Perde muito de suas qualidades nas regiões montanhosas, quentes e secas. É uma raça recomendável para ser empregada em cruzamento com gado comum nas fazendas onde se pretenda aumentar a produção leiteira, o volume do corpo e, especialmente, o tamanho da bacia, em regra deficiente no gado azebuado. Os seus mestiços com o zebu são pesados, muito bons para o corte. |
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