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Origem:
Foi formada na região dos montes Pirineus, em terrenos pedregosos e de
pastagens muito pobres, o que lhe confere bons cascos e boa rusticidade,
suportando tanto frio quanto o calor intenso, o que é bem comum naquela
região
Manejo:
Originariamente a raça Blonde DAquitaine estava quase exclusivamente
localizada em uma região de dedicação mista, poli-cultura/pecuária onde
as pequenas propriedades, dominante na região, encontravam na pecuária
de animais de boa conformação, um complemento de suas rendas. Atualmente,
o sistema de manejo modificou em virtude da especialização das exportações
e da implantação de rebanhos Blonde DAquitaine nas regiões herbáceas
do centro e do oeste da França. Os rebanhos estão cada vez mais orientados
para produção de novilhos.
Rusticidade:
Condições climáticas variadas, moldaram uma raça rústica que os criadores
souberam aprimorar para convertê-la na atualidade numa raça de corte produtiva
e sem problemas de manejo.
Resistência Térmica:
O Blonde DAquitaine, entre as raças rústicas, é o de maior resistência
às temperaturas extremas.
Comportamento Alimentar:
Estes animais são bons transformadores de forragens. Revalorizam inclusive
alimentos brutos como ervas secas no verão e palha no inverno.
BLONDE no Brasil:
O Blonde foi introduzido no Brasil em 1972 na exposição de Esteio, anos
mais tarde foram feitas as primeiras importações de animais puros o que
permitiu a formação do atual rebanho puro existente no país.
A necessidade de diminuir a idade de abate e aumentar o ganho de peso
dos animais está levando os criadores brasileiros a imprimirem, na raça
zebuína, características do moderno gado de corte europeu.
Existem rebanhos de animais puros no estados de Rondônia, Alagoas, Goiás,
Distrito Federal, Tocantins, Pará e Bahia. Vários empreendimentos utilizam
o Blonde em cruzamento industrial com excelentes resultados, principalmente
usando aliados à raça nelore, em sua maioria no Brasil Central.
Veja a opinião de um criador...
Um fazendeiro tomou conhecimento da raça
Blonde DAquitaine através de revistas específicas e posteriormente
visitou a França para ver in loco a capacidade da raça como melhoradora
do nelore no cruzamento industrial.
Ele chegou a conclusão de que a raça atenderia perfeitamente suas perspectivas
e trouxe consigo seis fêmeas e dois touros, que estão na fazenda se multiplicando
pelo processo de transferência de embrião.
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