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O
Beefmaster começou no Texas
O desenvolvimento
do Beefmaster começou no início dos anos 1930 por Tom Lasater. Alguns
conceitos que ele usou para criar a raça foram buscados no início dos
anos 1900. Nestes anos (1930) alguns dos conceitos de manejo e seleção
atrás do desenvolvimento do Beefmaster de hoje foram começados por Edward
C. Lasater, pai de Tom. O resultado: um animal excepcionalmente rústico
e carnudo, produzido na realidade com baixo custo e vendido na realidade
a alto preço.
Por volta da virada do século 20, Edward C. Lasater tinha adquirido uma
Fazenda de mais ou menos 400.000,00 acres (162.000 hectares) perto de
Falfurias, Texas, na divisa com México. Nesta propriedade contavam aproximadamente
20.000 cabeças de gado extensiva das raças Hereford e Shorthorn, e o maior
rebanho de Jerseys no mundo e um rebanho de Hereford registrado. A experiência
de Lasater com rebanho leiteiro reconhecido internacionalmente, convenceu
o da grande importância da produção de leite em ambos os gados leiteiro
e de corte. Seus Herefords registrados foram selecionados por pigmentação
vermelha em volta dos olhos, corpos compridos e pesados e bons produtores
de leite. Estas características inerentes permitiram as vacas Hereford
de Lasater a criarem bezerros gordos todo ano.
Em 1908, Ed Lasater introduziu o primeiro gado Zebu no sul do Texas e
começou usando o rebanho de touros Zebu em seu rebanho extensivo de Hereford
e Shorthorn. Os touros Zebu eram descendentes da primeira importação trazida
para os Estados Unidos da Índia por Abel Pierce Borden, em 1906. Ed Lasater
comprou sua matriz de touros Zebu em 1908, desta importação de Borden.
Ed Lasater morreu em 1930. Sua morte, um grande endividamento e o início
da Depressão soletraram o fim para a fazenda. Tudo que sobrou do rebanho
original foi cerca de 350 vacas e poucas cabeças de touros d rebanho Zebu
e cerca de 150 vacas e algumas poucas cabeças de touros registrados no
rebanho Hereford. Nenhum do antigos membros da família quiseram assumir
a responsibilidade do rebanho, então Tom regressou da Universidade de
Princeton em 9 de feverieiro de 1931, para a gerência da operação combinado
por $US 75 ao mês.
No outono de 1931, Tom persuadiu sua mãe e seu tio a deixá-lo comprar
alguns touros Shorthorn. Foi durante a Depressão e a família Lasater tinha
um capital limitado, assim Tom pode comprar apenas dois touros. Estes
touros Shorthorn foram comprados de John Impson, um conhecido criador
de Beeville, Texas. Tom cruzou os dois touros com as melhores vacas Zebu
que significou que ele terminou com mais animais curzados Hereford/Zebu
que animais cruzados Shorthorn/Zebu.
Os touros cruzados Shorthorn/Zebu, vindos das melhores vacas Zebu, eram
superiores aos touros cruzados Hereford/Zebu. Tom usou os excepcionais
touros cruzados Shorthorn/Zebu nas vacas Hereford/Zebu. No processo de
experimentação com várias combinações dos três tipos de animais, Lasater
rapidamente descobriu que o cruzamento entre os três (tri-cross) era superior
a qualquer outra combinação.
Como Tom explicou, "Assim que os bezerros dos três cruzamentos pisaram
o chão, um homem cego poderia ver que eles eram bastante superiores a
outros bezerros dos cruzamentos simples, assim nós começamos produzindo
mais "triplos", Shorthorn/Hereford/Zebu, cruzados" Estes animais tornaram
a base da Raça Beefmaster. Hoje o Beefmaster é metade Inglês ( 25% Hereford
e 25% Shorthorn) e metade Zebu (os Zebus das raças Gir, Ongle e Guzerá
foram usadas no rebanho "Bramhan" iniciado por Ed Lasater em 1908).
Ao longo da história do Lasater Beefmaster, a maior função do gado tinha
sido a produção de carne. O melhor animal produz mais carne de alta qualidade
a menor custo. O programa de seleção e manejo, o qual a fazenda Lasater
estritamente seguiu, é baseado em uma da mais velhas leis da natureza:
sobrevive o mais forte. O conceito Lasater desta lei de natureza é inteligentemente
aplicado através da seleção para as seis características essenciais que
têm dado ênfase no desenvolvimento da raça Beefmaster. As características
são: Disposição, Fertilidade, Peso, Conformação, Rusticidade e Produção
de Leite.
Em 1954, O Beefmaster foi reconhecido como uma Raça Americana pelo Departamento
de Agricultura dos Estados Unidos. O Beefmaster é o único gado "tri-cross"reconhecido
como uma raça Americana. Desde 1974 até 1996, o numero de sócios no Beefmaster
Breeders United (BBU - Associação Americano) cresceu de 300 para 8.000
sendo atualmente a quinta maior associação de gado nos EUA.
A família Lasater continua criando Beefmasters (na quinta geração) no
ISA Cattle Company
em San Angelo, Texas., e no Lasater Beefmasters em Matheson, Colorado.
História
do Beefmaster no Brasil
Inédito
no Brasil, a Raça está sendo introduzida através da importação de semens
desde 1992 pelos pecuaristas Alberto Rodrigues da Cunha e Randall Mark
Spears. Rebanhos criados a campo estão sendo formados em Goiás, São Paulo,
Mato Grosso, e Mato Grosso do Sul através de absorção sanguínea, via importações
de semens, embriões e animais vivos.
Alberto Rodrigues da Cunha, nelorista tradicional das regiões de Goiás,
Mato Grosso do Sul e São Paulo e fundador da cidade de Chapadão do Céu
(GO), embora duvidando no início do potencial do Beefmaster, visitou em
1991 a convite de Tim Dohman (Union Cattle Co.), várias fazendas de Beefmaster
no Texas. Ficou surpreso com a qualidade dos animais, escolhendo os que
mais interessavam para fazer a primeira compra de semens.
Randall Mark Spears, americano residente no Brasil desde 1990 e criador
de Beefmasters na região de Goiás. Em 1989, fazia seu Mestrado na Universidade
do Estado de Oklahoma (Oklahoma State University) em Economia Agrícola,
quando foi apresentado a Tim Dohman, criador de Beefmaster no Texas, que
estava interessado no mercado internacional. Em 1990 a convite de Randall,
Tim Dohman veio conhecer a pecuária brasileira para avaliar a adaptabilidade
do Beefmaster ao Brasil. Foram 3 semanas em 3 estados, visitando as fazendas
e os animais de Alberto Rodrigues da Cunha. O Texano Dohman ficou triste,
pois nunca tinha visto áreas tão boas no Texas para criar gado. Nas palavras
de Dohman "O Beefmaster vai pensar que morreu e foi para o céu". O resultado
da visita foi a seleção do primeiro lote de novilhas cruzadas e vacas
nelores que iniciou o programa de absorção sanguínea Beefmaster no Brasil.
Foi um choque quando o primeiro processo de importação dos semens da Raça
Beefmaster foi negado, pois a raça não era reconhecida pelo Ministério
da Agricultura Brasileiro, apesar de Beefmaster ser a quinta maior raça
de gado registrado nos USA. Além deste problema tinha a Língua Azul, uma
doença benigna que ocorre no gado Texano e em outros regiões de clima
quente no mundo. Assim tiveram que comprar sêmen disponível na Pecplan
e foram os primeiros criadores brasileiros a comprar sêmen Beefmaster,
que era do Rustler, um excelente touro vendido como animal para "cruzamento
industrial". Como o objetivo destes criadores era criar a raça pura Beefmaster
no Brasil, foi necessário enfrentar as burocracias.
No final de 1993, frustrado com os problemas de importações, pois só tinha
sêmen do Touro Rustler no Brasil inteiro, Randall Spears marcou encontro
com o Ministério da Agricultura em Brasília para resolver o impasse. Foi
solicitado que se fizesse um projeto de introdução da raça para o Ministério
de Agricultura. Voltando para Goiás, o projeto foi elaborado, apresentado
e subsequentemente aprovado (Projeto OF/CGMA/No 001/94). Depois de três
longos anos, puderam iniciar a importação de material genético Beefmaster.
Impaciente com o lento progresso de inseminação, Alberto Rodrigues da
Cunha decidiu importar do Texas os primeiros animais purosangues Beefmaster
junto com 86 embriões Beefmaster de Randall Spears. Desembarcaram no Brasil
em 15 de Maio de 1995 na Fazenda São José em Andradina, S.P., 19 fêmeas
e 2 machos. Depois do período de premunição e adaptação de 90 dias com
sal mineral e pastagem seca, os machos ganharam 70 kg e as fêmeas 30 kg,
deixando claro que os Beefmasters não sentiram falta do Texas.
O ritmo para obter um rebanho purosangue continuava lento demais, os pecuaristas
brasilerios não param de perguntar quando terá Beefmasters para vender.
Assim nasceu um projeto para importar um grande volume de embriões Beefmasters.
Porém, com a pouca oferta de embriões Beefmasters disponíveis para exportar
para o Brasil e com o propósito de aprofundar o conhecimento, decidiram
procurar os melhores exemplares da raça. Foi organizada uma viagem dos
5 membros Spears e Rodrigues da Cunha ao Texas (Randall Spears, José Roberto
R. da Cunha, Paulo R. da Cunha, Marcos R. da Cunha a Alberto R. da Cunha
Jr.), afim de comprarem animais para serem usados num programa intensivo
de coleta de embriões no Texas.
Foram 23 dias em Fevereiro de 1997 e rodados mais de 8000 km em visitas,
em mais de 20 fazendas , para avaliar mais de 2000 animais Beefmaster
no Texas. No final, foram escolhidas 13 vacas do rebanho originário da
raça (o rebanho Lasater), 11 novilhas do Adams Beefmasters em Beeville,
Texas, e 16 novilhas do Anderson Beefmasters. Os critérios para a seleção
foram bastante exigentes em animais com aprumos corretos, umbigos corrigidos,
cascos e mucosas escuras, todos esses fatores foram julgados muito importantes
para as condições brasileiras. Também as seis características essenciais
(Disposição, Fertilidade, Peso, Conformação, Rusticidade e Produção de
Leite) da raça Beefmaster foram enfatizadas.
O programa de coleta de embriões da raça Beefmaster no Texas e no Brasil
continua até hoje. Já foram mais que 1500 embriões coletados e mais que
500 transferidos. Os resultados estão nascendo em São Paulo, Goiás, e
em Mato Grosso do Sul mostrando machos e fêmeas de excelente qualidade
com muita promessa para o futuro da raça no Brasil. Agora, a raça conta
com sua própria Associação (ABCB) , fundada em Abril de 1998, e muitos
novos adeptos usando semens, comprando embriões, receptoras prenhas e
animais vivos. Enfim, a história do Beefmaster no Brasil está começando
agora e o ABCB lhe convida a começar fazendo sua própria parte da História
do Beefmaster no Brasil!
As
Seis Características Essenciais do Beefmaster
Desde
1931, as "Seis Essenciais" do Tom Lasater são a marca registrada da raça.
Os seis essenciais do Beefmaster representam um prático e lucrativo padrão
para usar na produção eficiente de carne. Para desconsiderar ou fazer
vista grossa a qualquer uma dos essenciais é arriscar perder a produção
máxima de carne. Concentrar-se em algo não essencial, como a cor da pele,
simplesmente complica o programa de seleção, sem adicionar algo de real
valor.
Conformação:
Animal capaz de render mais quilos de carne magra macia por quilo de peso
vivo. Quanto mais quilos de carne produzidos pelo animal nos cortes desejados,
mais ganha o criador e o frigorifico. Essa é uma condição bem acentuada
no Beefmaster que, nos USA, chega a atingir 64% de rendimento de carcaça.
Fertilidade:
A partir de dois anos, todas as fêmeas devem parir e desmamar um bezerro/ano,
em manejo extensivo. Do contrário, é eliminada do rebanho. No Touro, fertilidade
é a capacidade de cobrir mais vacas, sob condições naturais, em rebanhos
de múltiplos touros, numa estação de monta curta (90 dias ou menos).
Peso:
É um fator fundamental nos programas de seleção. Quanto mais um animal
pesa na hora do abate, mais beneficios ele traz para o criador. Nos Estados
Unidos, por mais de 60 anos, of Beefmaster tem mostrado no gancho e na
balança que seu peso no abate é certeza de melhores ganhos para os criadores.
Disposição:
A disposição no Beefmaster é caracterizada pela docilidade. São animais
de fácil manejo, "inteligentes" e obedientes. Animais nervosos têm dificuldade
para ganhar peso e causam transtornos ao vaqueiro. Fêmeas agitadas têm
problemas nos cruzamentos e na parição. Por isso vão bem nos confinamentos.
Rusticidade:
Animais rústicos são aqueles que ficam saudáveis e produtivos em manejo
sob várias condições climáticas, com pouca assistência do homem. Em vários
países, o Beefmaster tem sido testado e aprovado em ambientes os mais
severos. No Brasil, tolera bem os ectoparasitas como carrapato e mosca-do-chifre.
Produção
de leite: Na seleção para produção de leite a ênfase é colocada na
matriz com habilidade de assegurar mais leite ao bezerro, que estará mais
pesado na desmama. A vaca Beefmaster deve amamentar sua cria por oito
meses e manter seu próprio corpo com vigor em condições extensivas, já
prenhe de outro bezerro.
fonte:
http://www.beefmasterbrasil.com/
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