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PATO
(Crioulo)
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O Pato Crioulo é originário da América do Sul, onde Colombo, em sua segunda viagem, o encontrou já domesticado, Foi levado para a Europa com o nome de Pato almiscarado, Pato turco, "Muscovy", Pato mudo, etc. Pertence a uma espécie diferente do marreco, com o qual se acasala, dando híbridos muito robustos, porém cujos ovos são inférteis. Usa-se de preferência o pato sobre a marreca para a obtenção desses produtos. Descrição: - Peso 5,250 Kg no pato, 2,600 na pata, 4,300 no jovem e 2,500 na jovem. Cabeça preferivelmente comprida; no pato, grande, com a coroa coberta de plumas que se alongam em forma de topete e são levantadas ou abaixadas pela ave quando se excita ou se assusta. Os lados da cabeça são cobertos de carúnculas vermelhas, tão grandes quanto possível. O bico deve ser de preferência curto, de largura média e cor de carne, rosado. Os olhos de tamanho médio com arcadas pronunciadas, de cor azul. Constitui defeito a falta de carúnculas e bico ou aba manchados de preto, quando criados para exposição. A cabeça da fêmea ‚ longa e delicada. Pescoço de comprimento médio, bem arqueado. Asas muito grandes e vigorosas. Dorso comprido, largo, um pouco chato. Cauda preferivelmente comprida, com abundância de plumagem sólida. Peito largo e cheio. Corpo comprido, largo, de postura quase horizontal. Pernas e dedos - Coxas curtas, grandes, canelas amarelo-alaranjadas, curtas e grandes; dedos direitos, ligados por membrana interdigital. Variedades - Há variedades branca, preta, malhada de preto, e de cinza. A variedade mais comum e mais importante é a branca, na qual, qualquer pena de outra cor constitui defeito. Admite-se contudo uma malha preta na cabeça, quando novos, malha essa que desaparece com a idade. Aptidões e outras qualidades A aptidão do pato crioulo pode ser considerada mista, pois as patas botam quase tanto quanto a marreca de Pequim, porém‚ sobretudo usado na produção de carne, utilizando-se animais jovens com menos de um ano. O cheiro particular ou almiscar que pode ser notado após o sacrifício da ave, desaparece por cocção. Há a crença de que, cortando-se a cabeça e a base óssea da cauda por ocasião da matança, não se percebe o almiscar. Apresenta sobre os marrecos a vantagem das próprias patas incubarem os ovos - 13 a 15 - o que dura cinco semanas. Os patinhos nascem muito viçosos e espertos, criam-se com facilidade, crescem rapidamente e aos 3 meses estão completamente cobertos de penas, atingindo os machos 3,5 Kg e as fêmeas 2. Nessa ocasião distinguem-se os machos por pequenas verrugas na base do bico. Com 15 semanas, atingem o peso da fêmea adulta. A postura‚ intensa na primavera e no verão. Os ovos são grandes branco-esverdeados ou cor de pérola e gozam de reputação de serem muito nutritivos. É menos exigente que o marreco em relação á água, contentando-se com a de beber. Havendo tanque, não permanecem muito tempo na água. Ao contrário do marreco, que tem as asas atrofiadas, o pato voa, porém, não faltando comida e água, não se afasta do local da criação, sendo provavelmente das aves domésticas a mais sossegada e menos andeja. |
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